Quando a gente vai viajar, nossas expectativas sempre são positivas. Seja para a praia ou para o interior, temos a certeza de que tudo vai ser perfeito: o hotel, o clima, as pessoas, as atividades planejadas… O problema é que, na hora H, imprevistos acontecem. E é aí que o seguro de viagem nacional faz toda a diferença.

É claro que existem prós e contras na contratação do seguro, e ele nem sempre é necessário. Mas você não deve simplesmente contar com a sorte! Em vez disso, é essencial buscar informações e tomar uma decisão consciente.

Felizmente, você não tem que fazer tudo sozinho! Neste post, listamos as vantagens e desvantagens do seguro de viagem nacional, para ser o seu ponto de partida.

Além disso, também separamos algumas dicas sobre como encontrar a alternativa ideal, caso opte pela contratação. Boa leitura!

Seguro de viagem nacional

Vamos começar esclarecendo que o seguro de viagem não é exclusividade daquelas idas para o exterior.

Mesmo dentro do país, também é possível contratá-lo — e, em muitos casos, essa é uma opção que você não deve ignorar. Afinal, o Brasil é um país de dimensões continentais; ou seja, a distância entre dois estados pode ser tão grande quanto a distância entre dois países!

4 vantagens do seguro de viagem nacional

1. Garantia de atendimento médico

Uma das principais vantagens do seguro de viagem nacional é que ele é uma garantia de ter acesso a atendimento médico se precisar. Afinal, não é porque você está longe de casa que ficou imune a qualquer doença ou livre de acidentes.

É claro que, se você tem um excelente plano de saúde, com cobertura nacional, essa vantagem perde o sentido. Ela é um fator importante principalmente para as pessoas que não têm plano de saúde ou que estão viajando para uma região onde o plano não tem rede credenciada.

2. Reembolso em caso de extravio de bagagem

Você com certeza já ouviu uma história de alguém que estava viajando para o Rio Grande do Sul e, quando chegou lá, descobriu que suas malas tinham ido parar no Amapá, por exemplo. Agora, imagine-se nessa situação: uma ou duas semanas longe de casa, sem roupas para vestir, sem toalhas, sem seus produtos de higiene…

É lógico que você compraria tudo de novo. Afinal, é impossível sobreviver sem esses itens críticos! Mas qual seria o impacto desse gasto adicional no seu orçamento de viagem? Talvez você tivesse que desistir de passeios e compras, só para repor temporariamente a bagagem perdida. Que péssimo!

Pensando justamente nessa hipótese, o seguro de viagem nacional oferece um reembolso em caso de extravio de bagagem. Conforme a apólice adquirida, você tem direito a um determinado valor. Não é uma fortuna, mas é o suficiente para comprar os itens básicos sem prejudicar sua viagem.

3. Prêmio variável conforme necessidade

Falando em valor, é possível escolher apólices diferentes levando em consideração a sua necessidade. Por exemplo, em uma viagem de cinco dias, você pode contratar uma alternativa com valores acessíveis. Isso significa que o prêmio (o quanto é pago pela apólice) também será mais econômico.

É claro que o contrário é igualmente possível. Se você estiver fazendo uma viagem de 30 dias com toda a família, vale a pena escolher uma apólice de valor alto. Nesse caso, o prêmio também vai encarecer.

4. Assistência Jurídica

Esse é um item de cobertura pouco discutido, mas quem sabe? Você pode precisar dele em algum momento.

Quando alguém se envolve em um incidente com a lei durante uma viagem, não ache que é simples voltar para casa! A pessoa pode acabar detida e, se não tiver dinheiro para contratar um advogado, terá que aceitar um defensor indicado pelo Estado.

E nem é preciso estar envolvido em algo muito dramático, como uma briga de bar ou um encontro desafortunado com a máfia.

Imagine, por exemplo, que você perde seus documentos durante a viagem; e, então, é parado pela polícia. Como provar que você é você? Simplesmente impossível. E, assim, acaba sendo levado para a delegacia e detido.

Não vamos entrar nos detalhes técnicos. Basta saber que faz toda a diferença ter o seguro e poder acioná-lo. Com isso, você garante um bom representante jurídico para sair dessa enrascada o mais rápido possível.

3 desvantagens do seguro de viagem nacional

1. Gasto adicional na viagem

Quando você decide viajar, já está preparado para a maior parte dos gastos: passagens, hospedagem, alimentação, passeios, compras.

Pensar que existe ainda outra despesa — a contratação do seguro de viagem nacional — chega a causar uma certa dor no bolso. Quer dizer que aquele seu orçamento, que foi planejado com tanto cuidado, vai ficar um pouco apertado.

Se você está viajando com o dinheiro contado, de fato fica difícil. Nesse caso, só existem duas alternativas: arcar com o risco e abrir mão do seguro ou adiar um pouco a viagem e juntar um dinheiro extra para essa despesa.

Sim, nós sabemos que você não quer ou não pode adiar sua viagem. Mas, de maneira geral, isso não será preciso. Felizmente, na maioria dos casos, o seguro não é tão caro assim.

2. Possibilidade de nunca usar

Outro ponto que costuma ser visto como uma desvantagem de fazer um seguro de viagem é o fato de que você pode nunca chegar a usá-lo. Você vai ouvir pessoas dizendo que é “jogar dinheiro fora”.

Na verdade, esse tipo de pensamento tem uma falha importante, porque ele ignora um fato simples. Se você não precisar usar, perde um valor X; mas imagine o quanto poderia perder se precisasse do seguro e não tivesse contratado?

O seguro de viagem é como tantas outras coisas que nós adquirimos esperando nunca ter que usar: seguro de vida, de carro e de casa; plano de saúde; plano funerário. Você até espera que não precise dele; mas, se precisar, é melhor ter!

Dito isso, se você tem bons motivos para acreditar que não vai mesmo precisar desse suporte, realmente não vale a pena gastar dinheiro com ele.

Um exemplo é o caso de quem vai viajar para visitar parentes. Este é, talvez, o único caso em que o viajante de fato tem uma boa “rede de segurança”: pessoas que vão poder ajudá-lo se alguma coisa der errado. Por isso, o seguro pode ser supérfluo.

3. Risco de escolher seguro inadequado

Outra desvantagem que entra na nossa lista é o risco de escolher mal na hora da contratação. Esse perigo existe devido à falta de informação sobre seguros de viagem, especialmente os nacionais.

Muitas vezes, a própria agência de viagens tem pouco conhecimento para instruir seus clientes! Aí fica fácil cair em uma armadilha, gastando mais (ou menos) do que seria necessário.

Existem algumas formas de eliminar essa desvantagem, contornando o problema. A primeira delas é exatamente isso que você está fazendo agora: buscar informações por conta própria. Antes de contratar, pesquise sobre o assunto a fim de escolher o seguro ideal para cada situação.

A segunda é trabalhar sempre com uma agência de alta qualidade, que esteja preparada para orientá-lo sobre todos os aspectos da compra da viagem.

Mas não se esqueça de que, mesmo que você contrate o seguro na agência, não é ela que é responsável pela execução do serviço. Por isso, informe-se também sobre a empresa por trás da apólice!

Dicas para escolher o seguro de viagem nacional

1. Leve em consideração o local da viagem

Existe muita diferença entre viajar para um local onde chove bastante e um local onde quase não chove. No primeiro, existe a possibilidade de acontecer algum desastre, como desabamento ou inundação.

A época do ano — verão ou inverno — também exerce influência. Em São Paulo, por exemplo, maio a julho são meses em que praticamente não chove, enquanto novembro a janeiro são repletos de tempestades.

Você pode até pensar que está livre desse tipo de problema. Qual é a chance de que uma inundação aconteça bem enquanto está viajando? Infelizmente, não tão baixa quanto nós gostaríamos! Basta pensar nos brasileiros que ficaram feridos durante o terremoto no México, em setembro de 2017.

Como desastres são absolutamente imprevisíveis, é melhor não dar sorte para o azar.

2. Pense nas atividades que serão praticadas

Você está pensando em realizar algum esporte radical durante a viagem? Vai à praia, nadar? Ou pretende só passear e relaxar na beira da piscina? Algumas atividades envolvem mais risco do que outras, e a escolha do seguro deve levar esse fator em consideração.

Um exemplo típico são os jovens que viajam para comemorar a formatura. Nessas viagens, em geral, eles bebem e ficam fora até tarde. Essas são atividades de maior risco, mesmo que tenha um adulto responsável acompanhando. É totalmente diferente de um grupo de jovens viajando a fim de fazer um retiro espiritual, não é mesmo?

3. Informe-se sobre o seu plano de saúde

Como nós já explicamos, é possível que o seu plano de saúde tenha cobertura no destino da sua viagem. Nesse caso, não é preciso gastar tanto com a cobertura da apólice de seguros para atendimentos médicos.

Mas não se esqueça de que existem muitas variáveis nesse ponto. Por exemplo: todas as pessoas que estão viajando têm plano de saúde, ou apenas você? Quais tipos de atendimento o seu plano prevê? Já passou o período de carência? Para ter certeza de que o seu plano pode substituir o seguro, faça uma pesquisa detalhada.

Além disso, também é importante lembrar que o plano de saúde não tem as mesmas funções; ele ajuda apenas no que se refere aos atendimentos médicos. Em outros aspectos, como reembolso por extravio de bagagem, ele é inútil.

4. Considere a quantidade de bagagem

O tipo de apólice que você vai contratar deve ser compatível com a quantidade de bagagem que está levando na viagem. A relação é simples e direta. Mais malas, mais cobertura; menos malas, menos cobertura.

Pense bem: você não precisa de um seguro com cobertura de R$ 5 mil em caso de extravio de bagagem se está levando apenas uma bolsa de mão pequena, certo? Aí você perde essa mala e, na hora do reembolso, só vai precisar de R$ 500 — apesar de ter pago um prêmio alto pela apólice.

Resumindo: não faz sentido pagar a mais por uma cobertura que você não vai usar, mesmo em um imprevisto.

5. Leve em conta os itens da bagagem

Mas a quantidade de bagagem não é tudo, claro. Você pode ter uma única malinha de mão com um conteúdo que vale bem mais do que R$ 5 mil!

Algumas pessoas nunca saem de casa sem o seu laptop ou tablet. Além disso, você pode estar planejando fazer compras durante a viagem — e sempre existe a possibilidade de um extravio na volta, que causaria a perda dessas compras. Portanto, se está levando ou pretende voltar com itens de valor na mala, pense nisso quando for escolher.

6. Não se esqueça da duração da viagem e do número de pessoas

Essas são duas informações básicas, mas que têm um forte impacto na escolha do seguro. Uma viagem de final de semana tem risco menor do que uma viagem de duas semanas, ou de um mês. Além disso, quando você viaja com muitas pessoas — especialmente com crianças — o risco também aumenta.

Não são especulações, mas fatos! Grupos grandes de turistas chamam a atenção e ficam vulneráveis a assaltos, por exemplo. Além disso, é mais fácil alguém se perder quando várias pessoas estão viajando juntas. Para completar, crianças são suscetíveis a doenças quando mudam de ambiente.

Tudo isso significa que haverá mais chances de precisar acionar o seguro. Então seria bom ter um, não é mesmo?

Agora você já conhece as principais vantagens e desvantagens, e também algumas dicas para escolher a alternativa ideal. Então, somos nós que queremos saber: você já usou um seguro de viagem nacional? Ele foi útil? Qual é a sua recomendação para quem vai viajar: contratar ou não?

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