Com localização central e muita história, o Aeroporto de Congonhas é um dos três grandes aeroportos que servem a metrópole de São Paulo e região e o segundo mais movimentado do país em volume de passageiros.

Apesar de só atender voos domésticos desde 2008, Congonhas (ou CGH), é fundamental para a malha aérea brasileira e conta com muitos voos importantes na sua agenda regular. Por exemplo, é por ele que corre a ponte aérea Rio-São Paulo, que é a rota com maior fluxo de passageiros no Brasil e a quinta mais movimentada do mundo.

Lendo este artigo, você vai aprender tudo sobre o Aeroporto de Congonhas: história, acesso ao local, opções de alimentação oferecidas, dicas de passeios próximos (para quem faz conexões mais longas) e curiosidades sobre o terminal. Boa leitura!

História do Aeroporto de Congonhas

aeroporto de congonhas

A trajetória do Aeroporto de Congonhas começa alguns anos antes da sua inauguração oficial, realizada no dia 12 de abril de 1936. Em uma época que a aviação civil ainda engatinhava no país, São Paulo já tinha problemas com o seu único aeródromo, o Campo de Marte, que foi inaugurado em 1920 e estava com sua capacidade saturada, além de ficar em um local que constantemente sofria com as enchentes.

Ciente das limitações precárias daquele espaço, a prefeitura paulistana começou a estudar possibilidades e locais em que um novo aeroporto pudesse ser construído ainda no começo da década de 1930. A região escolhida foi uma parte do município relativamente distante do centro urbano, que reunia algo como 1 milhão de habitantes. Lá, havia muito espaço e condições ideais para as aeronaves da época e as inovações tecnológicas que começavam a surgir.

Congonhas começou a operar de maneira provisória dois anos antes de sua inauguração oficial, em consequência de um alagamento especialmente danoso que deixou o Campo de Marte fechado por quatro meses.

O nome foi escolhido como uma homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Monteiro de Barros, o primeiro governante da província de São Paulo após a Independência do Brasil.

Crescimento da aviação civil no Brasil

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Nos anos 1940, o Aeroporto de Congonhas passou por sua primeira grande reforma, que dobrou a área disponível, adequando o terminal e a pista ao fluxo de passageiros que começava a surgir. Na década de 1950, Congonhas já havia se consolidado como o principal aeroporto do Brasil e um dos mais movimentados do mundo.

Em 1959, foi concebida a famosa ponte aérea, um acordo entre as três principais companhias que operavam a rota Rio-São Paulo para oferecer voos em horários escalonados, com a possibilidade de compra de um bilhete em uma empresa e embarque na aeronave de outra.

A evolução continuou em 1960, com uma nova ampliação dos terminais e a implementação do hoje famoso piso de quadrados de mármore branco alternados com granito preto, que ainda está presente e se tornou parte da identidade visual do aeroporto.

Só que, com o passar dos anos, a cidade foi se aproximando cada vez mais do aeroporto, a ponto de cercá-lo por completo por volta de 1970. Nessa época, reclamações dos barulhos das aeronaves se tornaram comuns, afinal, Congonhas não era mais um local isolado, mas sim parte do centro urbano da capital.

Crise dos 50 anos

O primeiro grande desequilíbrio enfrentado por Congonhas foi em 1986, cinco décadas após sua abertura oficial, quando foi inaugurado o Aeroporto de Guarulhos/Cumbica (GRU), que hoje é o principal local de embarques e desembarques para o exterior no país.

Cumbica absorveu muitas rotas e passageiros de Congonhas, o que fez muita gente pensar que era o fim da linha para o aeródromo, pelo menos para voos comerciais. Mas a verdade é que a demanda cresceu ainda mais rápido do que se imaginava e, em pouco tempo, Congonhas já voltava a acumular diversos voos por dia.

O crescimento se acelerou nos anos 1990 e motivou novas expansões e reformas, ainda que, cercado pela cidade, o aeroporto não tivesse muito território próximo para conquistar. Em 2008, todos os voos com aeronaves maiores, incluindo rotas as internacionais, foram transferidos para os aeroportos próximos de Cumbica e Viracopos.

Naquele ano, Congonhas voltou a ser um aeroporto doméstico, o que teve como impacto imediato a queda no fluxo de passageiros. Mas, em 2014, mesmo sem operar com rotas para fora do país, bateu novamente a marca de 18 milhões de passageiros transportados anualmente, que havia sido atingida em 2006, quando ele ainda tinha o status de aeroporto internacional e recebia aviões maiores.

Vale ressaltar que o número foi atingido com uma quantidade bem menor de decolagens e aterrissagens. Antes de 2008, Congonhas chegava a ter até 50 movimentos por hora, volume que foi restrito para no máximo 34, por norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Atualmente, o Aeroporto de Congonhas se destaca pela segurança reforçada contra acidentes e pela boa infraestrutura, além do alto fluxo de pessoas.

Como chegar e sair de CGH

A característica mais marcante do Aeroporto de Congonhas é sua localização. Cercado por prédios elevados em bairros residenciais próximos, o terminal fica no meio da cidade de São Paulo e tem um acesso relativamente facilitado para a parte central da metrópole, o que reduz o tempo e os gastos com o deslocamento terrestre, especialmente para quem viaja a trabalho com o objetivo de participar de eventos e reuniões na capital paulista.

Como em boa parte dos aeroportos ao redor do mundo, é possível chamar táxi ou carros particulares para chegar e sair de Congonhas. Além disso, os aplicativos de mobilidade urbana, como Uber e Cabify, são opções cada vez mais comuns.

Mas quem quer economizar nessa parte da viagem pode também se valer do transporte público. Apesar de existirem planos para uma linha de metrô que se conecte diretamente ao terminal, por enquanto, a estação do metrô mais próxima é a São Judas, que é parte da Linha Azul.

Existe um ônibus que faz a ponte entre Congonhas e a estação de metrô, com embarque na Avenida Washington Luiz. Pela praticidade, o metrô é uma ótima opção de transporte até o aeroporto, mesmo sem a conexão direta.

Se o viajante precisa ir de Congonhas para um novo voo em Guarulhos, ou vice-versa, existe uma linha regular de ônibus executivo conectando os dois aeroportos. A viagem leva entre 1h30 e 2h, dependendo do trânsito, e a tarifa é de R$ 45,50 por pessoa. O ônibus roda 24 horas por dia, com intervalos mais longos na madrugada.

Por outro lado, quando o passageiro precisa ir ou vir do aeroporto de Viracopos, existe um ônibus da Azul que faz o percurso de graça para os clientes da companhia. Ele começa a rodar às 4h e parte em intervalos de hora em hora rumo a Campinas, até 20h, nos dias de semana.

No caso do trajeto oposto, a primeira partida em Viracopos é às 5h45, com a última marcada para saída às 00h45 e chegada às 2h15, no Aeroporto de Congonhas. Aos sábados e domingos, a regularidade do ônibus é um pouco menor.

Onde comer e o que fazer em Congonhas

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O Aeroporto de Congonhas não tem tantas opções de gastronomia requintada como muitos dos aeroportos internacionais ao redor do mundo, mas, certamente, entrega opções adequadas de alimentação aos passageiros que transitam por lá.

Para quem busca lanches rápidos, o Pizza Hut, a Paneria ou o Starbucks podem ser boas escolhas. Se o objetivo é comer algo mais leve e saudável, existe a Tapioteca, que tem um cardápio recheado de tapiocas e sucos. E, para a sobremesa, uma sugestão é a Bacio di Latte, com seus tradicionais gelatos.

Quem procura um almoço mais caprichado, a recomendação é a Noar-Culinária à Mão, um restaurante bem brasileiro que oferece as modalidades self-service e à la carte.

Na espera entre os voos, Congonhas pode distrair o passageiro com lojas como a L’Occitane e a livraria Laselva. Outra possibilidade é relaxar com as massagens do Teschi SPA ou o conforto das salas VIP, se o viajante tiver acesso a elas. Por fim, se o tempo de espera é mais longo, pode ser uma boa ideia sair do aeroporto e turistar um pouco em São Paulo.

Passeios próximos do Aeroporto

Por ter uma localização central, ao redor de vários pontos de interesse, o Aeroporto de Congonhas dá ao turista a possibilidade de conhecer atrativos de São Paulo em conexões mais longas. Mas é importante ter cautela aqui: o trânsito da cidade é bem intenso e vale a pena retornar para o terminal com antecedência para não perder o avião.

Dito isso, confira a nossa lista com alguns passeios interessantes e rápidos em São Paulo.

Jardim Botânico

Fundado em 1928, o Jardim Botânico de São Paulo abriga 380 espécies de animais e árvores, incluindo preguiças, macacos e diversas aves. Além do jardim, o espaço tem o Museu Botânico, com amostras da flora brasileira e diversas outras atrações.

O Jardim Botânico fica a 12 minutos de carro do Aeroporto em condições de trânsito ideais. Os valores dos ingressos são R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Crianças de até 4 anos não pagam.

Parque do Ibirapuera

O famoso e extenso espaço do Ibirapuera fica relativamente próximo de Congonhas: apenas 10 minutos de carro. É o parque mais visitado da cidade e recebe eventos como a Bienal do Livro e o São Paulo Fashion Week.

O local foi fundado em agosto de 1954 e tem 158 hectares. Como é impossível conhecer todas as atrações em um dia só, você pode aproveitar para visitar o parque em variadas viagens.

MASP

A icônica sede do Museu de Arte de São Paulo, ou MASP, fica na Avenida Paulista e foi inaugurada em 1968. Desde então, consolidou-se como um dos museus mais importantes do mundo e uma das principais referências da cultura brasileira.

Os ingressos para conhecer o MASP custam entre R$ 17 e R$ 35. Mesmo sem levar em consideração as exposições, a visita ao local já vale a pena pela arquitetura impressionante do prédio, que tem um vão livre de 74 metros, considerado o maior do mundo na época de sua construção.

Para chegar ao MASP, é preciso gastar algo como 24 minutos de carro partindo do aeroporto, se o trânsito estiver fluindo bem.

Parque da Independência

Para quem se interessa pela história do Brasil, o Parque da Independência e o Museu do Ipiranga são passeios imperdíveis. Fundado em 1988, no Bairro Ipiranga, às margens do mesmo riacho em que Dom Pedro I declarou a Independência do país, o parque fica a 22 minutos de Congonhas e destaca um pouco mais desse momento tão marcante da nossa história, quando o Brasil oficialmente se tornou uma nação.

No local, está situado o Museu do Ipiranga, que só pode ser visto de fora, pois está fechado para reformas até 2022. Além disso, dentro do parque, estão o Monumento da Independência, a Casa do Grito e a Cripta Imperial.

Dados sobre o Aeroporto de Congonhas

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Desde que deixou de fazer voos para fora do Brasil, o nome oficial do CGH se tornou Aeroporto de São Paulo/Congonhas. A nomenclatura seguiu assim até junho de 2017, quando foi sancionada a lei que alterou o nome do espaço para Aeroporto de São Paulo/Congonhas-Deputado Freitas Nobre, uma homenagem ao ex-deputado paulista.

O movimento do aeroporto, segundo a Infraero, é de 63.745 passageiros por dia, distribuídos em 4.340 voos que levam também 134.878 kg de carga aérea. Por ano, são mais de 20 milhões de passageiros e quase 50 milhões de quilos de carga movimentada.

O complexo aeroportuário tem 1.647 milhões de metros quadrados e 77.321 metros quadrados destinados ao pátio de aeronaves. São 12 pontos de embarque no terminal de passageiros e 24 posições para estacionamento de aeronaves comerciais. A pista principal de Congonhas tem 1.640m x 45m, enquanto a auxiliar é de 1.345m x 45m. Atualmente, quatro companhias aéreas voam em Congonhas, dentre elas a Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

Gostou de conhecer mais sobre o Aeroporto de Congonhas? Agora, aproveite para encontrar ótimas opções para voar com a Azul em CGH!