Viajar é uma das melhores atividades para fazer com a família, não é mesmo? As aventuras que vivemos com quem amamos ficam eternizadas como os melhores momentos de nossas vidas.

Claro que a pessoa responsável por organizar uma viagem em grupo, não importa o destino, quer proporcionar conforto, segurança e muita diversão. Entretanto, planejar uma jornada requer uma série de cuidados antes do embarque. Para onde vamos? Qual a rota mais fácil? Vamos na alta ou na baixa temporada? O que tem para fazer nesse lugar?

Entre todas as questões que surgem, uma das primeiras missões dos viajantes é decidir como chegar até as tão sonhadas férias. A malha aérea brasileira pode levar os turistas para qualquer parte do planeta, mas existem centenas de opções de trajetos, que fazem os voos ficarem mais caros ou mais baratos.

Está em dúvida sobre o que é um voo com conexão ou voo direto? Neste artigo, vamos contar as diferenças entre cada um, além de explicar como você pode economizar tempo e dinheiro em suas viagens.

Quais são as modalidades de voos?

Quem vai embarcar numa viagem de férias percebe que as companhias aéreas e as agências de turismo oferecem três tipos de viagens: voo direto, voo com conexão e voo com escala. A seguir, vamos falar como elas funcionam, qual é o seu propósito e como identificar cada opção no momento de comprar a passagem.

Voo direto

Uma viagem sem conexões ou escalas significa que uma aeronave parte do ponto A e vai, sem paradas, para um ponto B. O voo direto é a forma mais rápida de cumprir um trajeto, já que não existem interrupções durante a jornada.

Por exemplo: uma família vai sair de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com destino a Salvador, na Bahia. Quando o voo é direto, o avião decola da capital gaúcha e segue viagem até a terra do Pelourinho e do Olodum.

Os voos diretos ligam destinos regionais (dentro do país) e também os internacionais. É comum existirem trajetos partindo direto do Brasil para os Estados Unidos, Canadá, México, Europa Ocidental e África (norte e sul), bem como os nossos vizinhos da América do Sul e Caribe.

Ao pesquisar as opções no site da empresa aérea, os turistas devem prestar atenção na indicação se a rota é direta ou se tem conexões. Quando for adquirir os bilhetes com o auxílio de um operador de turismo, reforce a sua preferência por viagens sem paradas.

Voo com conexão

Quando a rota dos viajantes tem uma ou mais conexões, isso quer dizer que o trecho será realizado com paradas em aeroportos no caminho, espera de algumas horas e embarque numa nova aeronave para seguir viagem. Essas jornadas tendem a ser mais longas, mas abrem a possibilidade de voar pagando mais barato.

O voo com conexão, em geral, é usado para cumprir trajetos mais longos, como viajar para a Ásia, América do Norte, leste da Europa, Oceania e África. Mesmo que existam voos diretos para um determinado destino, também são ofertadas viagens com conexão, a fim de baratear os custos (leia mais abaixo) e dar aos passageiros a chance de fazer um stopover, que você conhece melhor neste outro artigo.

Quando a viagem tem conexões, as etapas da jornada podem ser feitas a bordo de aeronaves da mesma empresa ou em aparelhos de diferentes companhias. Essas parcerias têm como objetivo lotar os voos em rotas que nem sempre estão com todos os acentos reservados. Afinal, decolar com o avião vazio traz muitos prejuízos para as empresas aéreas.

Para dar uma ideia, imagine que uma família partirá de São Paulo com destino a Praga, a encantadora capital da República Tcheca, que fica no Leste Europeu. Como essa cidade turística não tem ligação direta com o Brasil, os viajantes devem fazer uma conexão em outro país da Europa.

Para isso, esse grupo pode voar do Brasil até a Alemanha, trocar de avião em um aeroporto internacional (Frankfurt, Berlim, Munique) e seguir para conhecer as imponentes construções medievais de Praga.

Também existem trajetos em que os passageiros podem fazer duas ou mais conexões, a depender da disponibilidade de acesso ao destino escolhido. Países como o Japão e a China podem ser alcançados com apenas dois voos, mas muitas companhias oferecem opções com mais paradas e longas horas de espera.

Quando o destino escolhido tem difícil acesso ou pouca variedade de voos, os visitantes podem ter que encarar verdadeiras epopeias ao redor do globo para chegar a alguns pontos turísticos. Locais como o sudeste asiático, Oriente Médio, Ilhas do Pacífico, Rússia (região leste do país) e interior da China podem demandar muitas paradas antes de serem explorados pelos viajantes.

No momento de pesquisar pelas passagens, certifique-se de quantas conexões a sua viagem terá, pois essa modalidade requer mais tempo de transporte. Também é importante saber onde essas paradas serão feitas, já que muitos países exigem visto de entrada para viajante em trânsito, como é o caso dos Estados Unidos.

Ou seja: quando os passageiros estão a caminho do Japão, por exemplo, eles precisam de autorização da imigração americana para desembarcar no aeroporto de Los Angeles e esperar por seu novo voo para a Terra do Sol Nascente.

Vale lembrar que os vistos de trânsito podem demorar para serem concedidos pelos consulados estrangeiros no Brasil. Recomendamos que os turistas façam o pedido com, ao menos, três meses de antecedência da viagem.

Voo com escala

Existe um último tipo de viagem aérea, conhecido como voos com escalas. Nessa configuração de rota, um avião parte de um aeroporto e pode fazer paradas em uma ou mais cidades, antes de seguir para o destino.

As escalas são usadas, em geral, na aviação regional, e servem para otimizar a malha aérea do país. Por exemplo: uma aeronave parte de Campinas, no interior de São Paulo, e segue com destino a Fortaleza, no Ceará. Em vez de voar direto para o ponto final da viagem, o avião faz paradas em Belo Horizonte, Brasília e Salvador, para só depois se dirigir para a capital cearense.

Durante as escalas, as aeronaves são reabastecidas, enquanto alguns passageiros embarcam e outros desembarcam. Em média, cada parada leva em torno de 40 minutos, mas esse prazo pode ser maior ou menor, a depender das condições do aeroporto. Quem vai até o fim do trajeto deve permanecer a bordo, a não ser que a tripulação solicite que os viajantes saiam do avião.

A seguir, vamos contar quais são os prós e os contras de cada modalidade de viagem aérea. Também vamos informar o que os viajantes podem fazer durante as jornadas com conexões e quais os cuidados que devem ser tomados para não ter dores de cabeça nas férias.

Quais são as vantagens do voo direto?

A viagem direta é a forma mais fácil de ligar duas cidades. Quando a jornada é feita sem interrupções, o tempo de deslocamento é bastante reduzido, já que não existirão conexões ou escalas indesejadas.

Os voos diretos também são ideais para quem viaja com crianças, pois minimizam o cansaço dos pequenos e facilitam a vida dos pais. Imagine o trabalho que dá ter de fazer uma ou mais conexões com crianças, que precisam comer em horários regulados, ter conforto para dormir, além de evitar o desgaste físico provocado pelas decolagens e aterrissagens em sequência. Algumas rotas demandam de mais de 30 horas de deslocamento, ficando um pouco inviável para a criançada.

Quem opta por um voo direto, sabe que não corre o risco de perder outros aviões por causa de atrasos em uma das pernas da viagem. Mesmo que exista alguma ocorrência que impeça a saída no horário, a jornada sem paradas elimina dores de cabeça mundo afora.

Por exemplo: quem vai fazer uma conexão na Europa rumo à Ásia tem a possibilidade de chegar atrasado ao Velho Continente, causando uma espera ainda maior pelo próximo voo para o oriente. Existem casos de viajantes que têm que dormir no local da conexão por mais de uma noite, enquanto aguardam uma nova aeronave partir para os seus destinos. Isso não ocorre com viagens diretas.

Nos voos sem interrupções, os passageiros têm a certeza de que vão alcançar o lugar escolhido sem nenhuma confusão, que pode ser causada por dificuldades com a língua ou até mesmo por distração. Por desinformação, existem relatos de viajantes que vão parar no local errado depois de conexões feitas de forma imprecisa.

Outra vantagem que as viagens sem paradas possibilitam é relacionada às bagagens. Quando o voo tem conexões, as malas dos passageiros são enviadas diretamente para o destino. No entanto, não é difícil que algum desvio ocorra, mandando os seus pertences para outra parte do mundo. Nos voos diretos, os viajantes têm a certeza de que vão encontrar os seus volumes na esteira de bagagens assim que desembarcarem.

Desvantagens do voo direto

O único ponto negativo do voo direto é o preço cobrado por cada percurso. Como o mercado de aviação civil funciona conforme a oferta e a procura, é comum encontrar valores maiores em jornadas sem interrupções.

Apesar de os voos diretos serem mais disputados, fazendo os seus valores aumentarem, ainda é possível encontrar passagens com ótimos preços. Caso o seu destino receba muitos voos todas as semanas, é maior a possibilidade de que valha mais a pena fazer uma rota sem paradas do que as opções com escalas, que, em teoria, são mais baratas.

Quais são as vantagens do voo com conexão?

Nos voos com conexões, os passageiros costumam encontrar os melhores preços de tíquetes aéreos. Devido a acordos entre as companhias, que se unem para transportar os turistas por toda a Terra, os custos com as viagens tendem a ser menores em relação aos voos diretos.

Numa viagem com conexões, os viajantes podem aproveitar a parada para conhecer pontos turísticos que, a princípio, não estavam no roteiro. Por exemplo: em uma jornada entre o Brasil e a Rússia, é necessário fazer conexão em outras metrópoles europeias, como Lisboa, Madri, Paris, Berlim ou Londres.

Caso a espera para seguir viagem seja muito longa (mais de 6 horas), vale a pena sair do aeroporto para explorar a cidade onde os passageiros fizeram a parada.

Há que se reforçar que é necessário muito planejamento para fazer um desvio desses, já que qualquer atraso na sua volta ao aeroporto pode gerar enormes dores de cabeça. Perder uma conexão significa muitas horas de espera e um grande prejuízo financeiro, porque o cliente será obrigado a pagar mais uma vez pelo trecho perdido.

Tenha certeza de que o traslado entre o aeroporto de conexão e a cidade mais próxima não seja muito demorado. Os maiores terminais costumam ser localizados fora dos grandes centros, demandando um transporte mais longo até as áreas urbanas. Analise bem a quantidade de tempo disponível entre os voos e não estrague as suas férias por causa de atrasos.

Mesmo que não seja a sua intenção fazer turismo durante as conexões, os momentos de espera podem ser muito proveitosos. Os melhores aeroportos do mundo têm uma série de facilidades à disposição dos viajantes, que podem desfrutar de serviços como hospedagem, alimentação, entretenimento, lojas, chuveiros, atendimento médico, bares e muito mais.

Desvantagens do voo com conexão

Quem opta por um voo com conexões, deve estar ciente de que a sua viagem vai levar mais tempo. Isso se deve ao fato de que as esperas nos terminais, além dos procedimentos de embarque e desembarque, podem aumentar de forma considerável as horas necessárias para atingir um objetivo.

Por exemplo: um voo direto entre São Paulo e Paris leva 11 horas, ao passo que o mesmo trecho, mas com uma conexão em Madri, pode demandar 16 horas de jornada. Quanto mais paradas, maior será o tempo de deslocamento.

Outra desvantagem das conexões é a constante troca de aeronaves, que demanda deslocamentos dentro de aeroportos, que muitas vezes são gigantescos e com diversos terminais de passageiros. Por vezes, os viajantes têm que se locomover por minutos a fio para superar as distâncias entre um portão de embarque e outro, podendo causar confusões e atrasos, ainda mais em países cuja língua seja uma barreira intransponível.

Quando as rotas são realizadas por mais de uma companhia aérea, existe a possibilidade de as suas bagagens serem extraviadas no caminho, como explicamos antes. Também é possível que atrasos na primeira perna da viagem influam no restante do trajeto, pois os voos de conexão não podem esperar que todos os passageiros cheguem para a partida.

Qual é a melhor opção: voo direto ou voo com conexão?

Percebeu que existem vantagens e desvantagens em ambas as possibilidades? Para saber qual é a melhor forma de realizar as suas viagens de férias, considere as expectativas do seu grupo, o tempo disponível para a aventura e quais são as implicações financeiras para cada alternativa.

Seja em um voo com conexão, seja em uma jornada direta, o importante é que a sua família esteja sempre unida e preparada para os melhores dias de suas vidas. Está em dúvida sobre como escolher a empresa aérea para viajar? Neste conteúdo nós esclarecemos todas as informações para você fazer uma boa escolha.