Escolher o destino da próxima viagem não é uma tarefa fácil. Em meio a milhares de opções, é possível — e até esperado — que o viajante tenha dificuldade para tomar uma decisão.

Essa premissa vale tanto para quem busca um lugar dentro do Brasil como para aqueles que planejam ir para o exterior. A verdade é que nosso país reserva tantas paisagens incríveis e histórias emocionantes, que desbravá-lo é um desafio prazeroso de se cumprir.

Isso não inclui apenas os destinos consolidados, como as praias de Alagoas e do Ceará, ou as grandes metrópoles, como São Paulo. Nem aqueles mais escolhidos pelos amantes da natureza, como as cidades do interior de Goiás e Pará.

Esses locais são incríveis e, certamente, valem uma longa visita, mas existem alguns achados que, às vezes, passam despercebidos no mapa — mas não deveriam. Afinal, eles são tão extraordinários quanto os que foram citados acima.

Conheça destinos pouco conhecidos no Brasil e inclua-o na sua próxima viagem!

Por que viajar para destinos pouco conhecidos no Brasil?

Os lugares mais incomuns de se encontrar nos pacotes de viagens são perfeitos para quem quer descansar e dar um tempo nos destinos mais concorridos — como Jericoacoara ou Gramado, por exemplo. Além de conhecer locais que pouca gente conhece, há outras vantagens de escolher esses destinos. Destacamos algumas delas, abaixo.

Menor quantidade de turistas

Naturalmente, lugares mais famosos atraem mais visitantes — e não só na época de alta temporada. Optar por um destino menos conhecido vai permitir que você curta a viagem com mais calma, sem a preocupação com pontos turísticos lotados.

Preços mais acessíveis

Mais um benefício de escolher um destino pouco conhecido é que, geralmente, os custos de viagem (com passagem, consumo, lazer etc.) são menores. Isso tem tudo a ver com o tópico anterior: quanto mais turistas um lugar recebe, maior é a chance de os serviços terem um preço superior, em comparação aos outros locais.

Destinos diferenciados

Já parou para pensar em quantos lugares bacanas há por aí que você não conhece? Quantas culturas e culinárias? As experiências que eles podem proporcionar são diferenciadas. O contato com a natureza é garantido — e as boas memórias também.

Quais os principais destinos pouco conhecidos no Brasil?

Agora que já demos motivos suficientes para você reavaliar o destino da próxima viagem, nada mais justo do que apresentar algumas opções para fortalecer sua decisão. Confira e comece a fazer o seu roteiro!

Jalapão (TO)

Para quem gosta de paisagens naturais, tomar banho de cachoeira e ecoturismo, Jalapão é uma boa opção. Apesar de estar se popularizando desde 2001, ainda não há hotéis nem pousadas na região.

Você terá que se hospedar nos municípios vizinhos, como Mateiros ou Ponte Alta do Tocantins, que fica a 190 quilômetros de Palmas, a capital, para onde se deve ir primeiro. Recomenda-se que o viajante pesquise a região antes de ir, pois é inviável trafegar por lá sem um carro com tração 4×4.

As estradas são arenosas e, na época chuvosa (a partir de setembro), fica mais difícil. No entanto, quem vai até lá pode confirmar o quanto vale a pena conhecer Jalapão.

Pontos turísticos

A Cachoeira da Velha é a maior da região, com 15 metros de altura. Há uma prainha de águas doces nas proximidades, cercada de vegetação. A Cachoeira do Formiga é a mais conhecida e fica nas redondezas de Mateiros. É um dos cartões-postais de Jalapão, com suas águas verde-esmeralda, formando uma bela piscina natural.

Próxima a ela, encontram-se as Dunas do Jalapão. A areia dourada, que se assemelha a um deserto, pode chegar até a 40 metros de altura. A ida ao topo é uma ótima pedida para aqueles que gostam de apreciar o pôr do sol.

Por fim, não dá para ir ao Jalapão sem conhecer seus fervedouros. Trata-se de uma piscina natural formada sobre uma nascente, isto é, quem mergulha não consegue afundar. Há diversas opções, como o Fervedouro do Ceiça, o Bela Vista e o Alecrim. As visitas são pagas e valem cada centavo.

Jaciara (MT)

Já ouviu falar em Jaciara? Provavelmente, não. A cidadezinha do interior do Mato Grosso reserva várias opções para os amantes de esportes radicais.

O turismo ecológico é o ponto forte da região. Está a 150 quilômetros da capital do estado. Para chegar lá, deve-se ir primeiro para Cuiabá e fazer o transporte rodoviário (ou de carro) até a cidade.

Pontos turísticos

A Caverna que Chora fica a 60 quilômetros da cidade e tem fontes de água em seu interior, que jorram em várias direções e formam cachoeiras. Falando nelas, na região, há a Cachoeira da Fumaça e da Mulata, perfeitas para a prática de cascading, também conhecido como rapel de cachoeira.

Além dessas opções, há o Vale das Perdidas, um sítio arqueológico, que fica a 15 quilômetros da cidade, onde foram encontradas pinturas rupestres datadas entre 3 a 4 mil anos atrás. Nas proximidades, também existem cachoeiras e rios, como o Tenente Amaral, onde é praticado rafting.

É importante que esses passeios e esportes aconteçam sob a supervisão de algum guia local para facilitar o trajeto e a segurança dos viajantes.

Parque Nacional do Saint-Hilaire/Lange (PR)

Localizado no litoral do Paraná, entre os municípios de Guaratuba, Matinhos, Morretes e Paranaguá, esse parque é uma das unidades de preservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Está inserido no núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica a na Área de Proteção Ambiental Estadual de Guaratuba.

O nome do parque foi dado em homenagem a Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês, e ao ambientalista paranaense Roberto Lange.

Pontos turísticos

A Torre da Prata fica no cume da Serra da Prata e apresenta uma vista fantástica. No entanto, para realizar a trilha que leva até lá, é recomendável que o viajante já tenha experiência nesse tipo de atividade, pois ela é íngreme e exige grande esforço físico. O percurso total é de quase 8 quilômetros.

É possível chegar ao Salto do Parati fazendo uma caminhada ou de balsa, comandada por moradores locais da comunidade de Parati. Na região, assim como em boa parte do parque, são encontradas diversas espécies de fauna e flora, algumas em extinção, como jaguatiricas e onças pintadas.

Outro ponto que vale a visita é o Morro do Escalvado, cuja trilha de acesso tem 800 metros. Mesmo assim, o percurso é considerado difícil pelo risco de escorregões e quedas. De cima do morro, pode-se avistar a orla marítima, desde Guaratuba até o balneário Praia de Leste.

Dunas do Rosado (RN)

Apesar de pouco reconhecido como foco turístico, as Dunas do Rosado, localizadas no município de Areia Branca, a 280 quilômetros de Natal, serviram como cenário para produções de vídeo famosas. Entre elas, a série 3%, da Netflix, e a novela O Clone, da Rede Globo.

O motivo para isso é que as dunas encontradas no oeste potiguar, de fato, lembram paisagens como as vistas no Marrocos. Elas são o segundo maior conjunto de dunas móveis do Brasil, abrangendo 20 quilômetros da praia de Ponta do Mel.

Em 2018, tornaram-se uma área de proteção ambiental. A região faz parte do Polo Costa Branca, o maior produtor de sal do Brasil, distribuindo toneladas, anualmente, para estados nacionais e outras partes do mundo.

Pontos turísticos

A poucos quilômetros das dunas fica a Praia de Ponta do Mel e a Praia do Rosado, ambas tranquilas, sem muita movimentação de turistas. A pequena comunidade ao redor sobrevive de pesca e não oferece muitas opções de hospedagem ou gastronomia.

Para quem gosta de falésias, a Praia de Ponta do Mel é o lugar certo. Nela, é possível fazer passeios de buggy, com apoio das agências locais de turismo.

Cânion do Rio Poti (PI)

Bastante conhecido pelos piauienses, mas desconhecido para boa parte do Brasil: esse é o Cânion do Rio Poti, que reúne arte, natureza e esportes radicais. Para chegar, deve-se ir pela cidade de Castelo do Piauí, pela Fazenda do Enjeitado. De lá, há algumas opções de transporte para o cânion.

O parque se divide entre os territórios do estado do Piauí e do Ceará, embora a maior parte de sua extensão seja no primeiro. O Rio Poti nasce no Ceará e deságua no Parnaíba.

Ao navegar por ele, o viajante se depara com paisagens sensacionais, cheias de paredões rochosos e muito verde. O lugar abriga cerca de 1400 espécies de animais e foi classificado como Geoparque pela Unesco.

Pontos turísticos

Além do passeio pelo Rio, existe um trecho no parque chamado Poço da Bebidinha. O local é bastante preservado e é alvo do estudo de diversos pesquisadores.

Isso se deve ao fato de que lá é um acervo de arte rupestre, com relevância histórica. As rochas têm marcas pré-históricas, talhadas em baixo-relevo, similares às que são encontradas na Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI).

Em sua extensão, encontram-se algumas quedas d’água, como a Cachoeira da Lembrada. Na cidade vizinha, Castelo do Piauí, também há opções de turismo, como o Parque Municipal Pedra do Castelo.

Nele, é possível visitar a Pedra do Castelo, uma formação de rochas, com paredões de até 18 metros, cheias de pinturas rupestres. No mesmo Parque, tem o Mirante e a Cachoeira das Arraias, para se refrescar depois de uma trilha.

Parque Nacional de Ubajara (CE)

Localizado na mesma serra do destino anterior, o Parque Nacional de Ubajara fica no município de Ubajara, a 311 quilômetros de Fortaleza, e é o menor do Brasil. Mantido pelo ICMBio, ele foi criado em 1959, e tem uma extensão de mais de 6 mil hectares.

Apesar do clima serrano, cuja mínima é de 16ºC, o parque é mais quente no período de julho a dezembro. Nessa época, também é mais movimentado, devido às férias e à alta temporada.

A entrada é gratuita, mas os passeios realizados internamente são cobrados. A realização das trilhas exige acompanhamento de um guia, pois a sinalização interna não é suficiente para quem não conhece bem o lugar. Ubajara conta com algumas pousadas, inclusive bem próximas à entrada do Parque, que fica a 3 quilômetros do centro da cidade.

Pontos turísticos

Os principais pontos do parque são:

  • Gruta de Ubajara, que fica a 7 quilômetros do ponto de partida e leva, em média, 3 a 4 horas para completar o percurso. Ela tem 75 metros de profundidade e 1.200 metros de extensão;
  • Mirante da Gameleira, que oferece uma vista privilegiada do parque;
  • Cachoeira do Cafundó, que fica a 3 quilômetros do ponto inicial e é perfeita para um banho, depois da caminhada.

Lagoa da Lua/Lagoa Azul (MT)

No interior do Mato Grosso, a 25 quilômetros da cidade de Primavera do Leste, existem lagoas mágicas. Com suas águas cristalinas, elas atraem turistas de todas as partes, embora seu acesso seja restrito, pois se trata de uma propriedade particular. Para entrar, é preciso estar acompanhado de um instrutor de mergulho — e o passeio é pago.

A Lagoa Azul tem 8 metros de profundidade, mas pode chegar a 10 metros no período de chuvas. A cor das suas águas lembra as praias do Caribe. Por dentro, espécies de peixes como Tucunaré e Cará são encontradas, além das nascentes, que ficam maiores em época de chuva.

O nome Lagoa Azul se deu porque também é possível fazer o mergulho à noite, sob a luz da lua, quando ela está cheia. A temperatura da água é outro atrativo: varia entre 26ºC e 28ºC, perfeita para relaxar e aproveitar a paisagem.

Na mesma região, há uma lagoa similar, conhecida como Lagoa Encantada. Esta, porém, se encontra interditada, pois suas águas mudaram de cor devido à poluição humana.

Ela fica às margens do Rio das Mortes (ou Rio Manso) e costuma ser confundida com a Lagoa Azul/Lagoa da Lua. Antes de programar uma viagem para lá, é importante checar as informações para não ter surpresas desagradáveis. Busque locais e serviços em sites confiáveis, que se responsabilizem pela sua experiência.

É importante lembrar que todos esses lugares são patrimônios da natureza, riquíssimos em sua biodiversidade e merecem ser preservados. Ao visitá-los, preste atenção a todas as orientações de segurança e conservação.

Depois ler sobre esses destinos pouco conhecidos no Brasil, fica até difícil escolher qual deles será o próximo, não é? Na Azul você pode consultar preços dos voos para cada um deles e acompanhar nossas promoções. Boa viagem!

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