Se tem um passeio que deve estar na agenda de todo turista que vai a Belo Horizonte (MG) é o Inhotim: o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Pertinho da capital, o lugar reúne um importante acervo de arte contemporânea do Brasil, distribuído entre 140 hectares, entre galerias e instalações de arte, com ampla área verde — o território completo tem 750 hectares.

Com toda essa grandiosidade, já dá para perceber que Inhotim deve estar na sua lista de lugares para conhecer no Brasil. Portanto, confira, neste texto, como planejar a visita: localização, como chegar, onde hospedar-se, quais as atrações e muito mais!

O que esperar de Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo?

A combinação de arte e jardim botânico é fruto da imaginação do empresário mineiro Bernardo de Mello Paz. Em meados da década de 80, ele transformou a propriedade privada em um dos lugares mais bonitos e charmosos do país. No entanto, o espaço só foi aberto ao público em 2006.

O equipamento reúne obras de arte expostas em galerias integradas ao paisagismo, em um espaço cercado de árvores, lagos, flores e espécies naturais de todo o mundo. Um cenário perfeito para apreciar e fazer muitas fotografias.

A harmonia é tão agradável que o lugar também é utilizado para a realização de diversas programações, como corridas, festivais e espetáculos musicais — antes da visita, consulte a agenda de eventos. Dentre as atrações mais conhecidas estão a Iron Runner Brasil, uma corrida de 7, 14 e 21 quilômetros dentro do Inhotim; o MECA Inhotim, um festival com palestra, oficinas, workshops e shows; e festas de réveillon.

E não pense que, por se tratar de uma cidade do interior de Minas Gerais, a maior parte do público vem do turismo regional — Minas Gerais e regiões próximas. Na verdade, o local tem atraído muitos turistas de outros estados e até estrangeiros. 

Ao todo, são 20 galerias que impressionam desde o lado de fora até o espaço propriamente dito. Não ignore nenhuma delas, pois, ao longo do caminho, você terá muitas surpresas. A cada porta aberta, uma nova experiência.

Os jardins também merecem uma atenção especial: Largo das Orquídeas, Jardim Veredas e Jardim Desértico. Parar um pouco e relaxar deitado nos gramados também faz parte da experiência. A natureza é uma das principais riquezas do local.

Existem três rotas para conhecer o museu, cada uma identificada por uma cor. Como o espaço é grande, vale a pena pegar um mapa na entrada, bem como alguns materiais de apoio que são distribuídos aos visitantes. O trajeto pode ser feito a pé ou em carrinhos elétricos que levam até os trechos mais longos (custa R$ 30 por pessoa/dia em rotas pré-determinadas).

Para conhecer o complexo com calma, o ideal é reservar pelo menos dois dias para a visita — em um único dia também é possível, mas o tempo para apreciação será reduzido. No primeiro dia, recomenda-se fazer as rotas amarela e rosa, já no segundo, a rota laranja.

Artistas que fazem parte da história de Inhotim

O acervo de mais de 500 obras, avaliado em cerca de R$ 2 bilhões, reúne nomes importantes da arte contemporânea. Ao longo dos seus 15 anos de existência, a curadoria do Instituto Inhotim é bem avaliada, portanto, não se preocupe, tudo o que encontrará fará seus olhos brilharem. 

Dentre as galerias que mais chamam a atenção estão: Pavilhão Tunga, True Rouge, Claudia Andujar e Adriana Varejão, cada uma com um projeto arquitetônico diferente. E o melhor de tudo é ter obras nacionais e internacionais dividindo o mesmo espaço, mas com uma harmonia contagiante.

O percurso na área externa reúne as obras queridinhas do museu, como a Troca-Troca (três fuscas coloridos com latarias permutadas entre si), do escultor Jarbas Lopes, e a Beam Drop Inhotim, uma releitura de Chris Burden da obra exposta em 1984, no Art Park (Nova York, Estados Unidos).

Para tornar o seu passeio mais interessante ou matar a curiosidade, vale a pena dedicar mais tempo para conhecer algumas obras nacionais e internacionais:

  • O Jardim de Narciso, de Yayoi Kusama (Japão);
  • Três esculturas em bronze, de Edgard de Souza (Brasil);
  • Som da Terra, de Doug Aitken (Estados Unidos);
  • De lama Lâmina, de Matthew Barney (Estados Unidos);
  • Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida (Brasil e EUA);
  • Invenção da cor, de Hélio Oiticica (Brasil).

Como chegar ao Inhotim?

Localizado no município de Brumadinho, Inhotim fica a apenas 60 quilômetros de distância da capital mineira, onde estão os aeroportos mais próximos: Pampulha e Confins. Independentemente da sua chegada em BH ter sido de avião ou ônibus, você precisará de outra locomoção para chegar ao museu.

Como recomenda-se mais de um dia para conhecer o complexo, é importante avaliar qual o melhor transporte para ida e volta ou combinar meios diferentes para adequá-los à sua preferência. Para isso, confira os modais disponíveis.

Ônibus

Existe uma linha de ônibus interurbana exclusiva para levar os visitantes de BH para o Inhotim. Ela é oferecida pela empresa Saritur e funciona nos mesmos dias que o museu está aberto. O ônibus parte da Rodoviária de Belo Horizonte, de terça a domingo, às 8h30, e retorna às 16h30. Nas quartas-feiras, como a entrada é gratuita e o movimento é mais intenso, há um ônibus extra à disposição.

A viagem dura 1h45 e custa R$ 60. Os bilhetes podem ser adquiridos online (cartão de crédito) ou presencialmente (dinheiro ou débito) no guichê da companhia na rodoviária. Certifique-se de adquirir passagem com destino a Inhotim, e não Brumadinho (que também é vendido pela empresa)!

Se você vem de outra cidade, como Ouro Preto ou Confins (aeroporto), terá de comprar primeiro uma passagem para Belo Horizonte, pois não há ônibus direto entre esses municípios e Inhotim.

Van

Durante os finais de semana e feriados, há um serviço de transporte compartilhado em van, ao custo de R$ 60 por pessoa (ida e volta). No entanto, a compra deve ser realizada com 24 horas de antecedência por telefone ou na Loja do Inhotim em BH, de onde a van parte, às 8h15, e retorna, às 17h30.

Táxi ou Uber

Para fazer o trajeto em transporte privado, o custo pode ser alto para apenas uma ou duas pessoas, mas razoável para um grupo de quatro — equivalente ao valor do ônibus. A partir do Centro de Belo Horizonte, por exemplo, a viagem terá o valor de R$200 a R$300. Já para quem deseja partir do Aeroporto de Confins direto para Inhotim, o valor sobe para R$300 e R$350.

No entanto, se essa for a melhor opção, combine com o motorista o trajeto de ida e volta, pois você pode ter dificuldade para solicitar o serviço a partir de Brumadinho. Deixe tudo acertado antes para curtir o passeio livre de preocupações.

Carro

O carro oferece mais liberdade e é uma boa opção para combinar a visita com alguns passeios em Brumadinho. Caso esteja em casal ou com grupo de amigos, os custos serão reduzidos, em comparação ao trajeto feito de ônibus, uber ou táxi.

Saindo de Belo Horizonte, o percurso tem 60 quilômetros de distância e 1h15 de duração. Já do Aeroporto de Confins são 96 quilômetros percorridos entre 1h30 e 2h. Quem está visitando outras cidades mineiras, como Ouro Preto, a viagem leva 110 quilômetros de estrada, com 2h a 2h20 de duração.

Portanto, se você curte road trip, aproveite para ir motorizado. O museu tem um amplo estacionamento e você ainda poderá curtir algumas atrações na cidade, como a Serra da Moeda, a trilha para o Mirante Morro dos Veados, a Rota da Cachaça, o Sítio Histórico Quilombo do Sapé e o Espaço Verde Folhas.

Quais são os horários de visita?

O Museu é aberto de terça a domingo, com horários variados para os diferentes serviços que oferece. Nos dias de shows e festivais, o equipamento segue o horário de agenda do evento. Confira:

  • Parque (museu e jardins) — terça a sexta, das 9h30 às 16h30. Nos finais de semana e feriados o horário encerra mais tarde, às 17h30;
  • Lojas — terça a sexta, das 9h30 às 16h. Aos finais de semana o atendimento é estendido até 18h30;
  • Restaurantes — de terça a sexta, das 12h às 16h e finais de semana e feriados das 12h às 17h;
  • Lanchonetes — durante a semana, das 9h30 às 16h e aos finais de semana e feriados das 9h30 às 17h.

Qual o valor da entrada em Inhotim?

Os ingressos têm preços diferentes de acordo com o dia. Nas quartas-feiras a entrada é gratuita, mas requer retirada antecipada de ingressos no site — não deixe para a última hora. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartões de crédito e vale-cultura da bandeira Alelo.

A meia-entrada é válida para estudantes e professores com comprovante, crianças de 5 a 12 anos e idosos acima de 60 anos, além de casos específicos. Já durante shows e festivais cobra-se o valor do evento.

Os amigos do Inhotim e crianças de até 5 anos não pagam. E pelo programa Nosso Inhotim, os moradores de Brumadinho têm direito a entrada gratuita e 50% nos ingressos de eventos especiais realizados pelo Instituto.

Confira os valores detalhados:

  • terça, quinta, sexta, sábado, domingo e feriado — R$ 44;
  • quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita;
  • finais de semana e feriados — R$ 40.

O que considerar ao planejar sua visita ao museu?

Como se trata de um local afastado do centro urbano, é importante conferir algumas recomendações antes de agendar o passeio. Veja as sugestões.

Conferir o clima e a possibilidade de chuva

Boa parte do Instituto é aberta ao ar livre, portanto consulte as previsões de chuva para não perder essa experiência. No entanto, mesmo se o tempo estiver nublado ou com pouca precipitação, a visita é recomendada. Nesse caso, leve capa ou guarda-chuva.

Usar roupas e sapatos confortáveis

Pelo horário de visitação, dá para perceber que há muito território e atrações a serem exploradas. Para sentir-se mais à vontade, use roupas e sapatos confortáveis. Procure ficar com as mãos livres e entregue-se aos encantos do Inhotim.

Planejar um passeio de um dia inteiro

Com tantas atrações, é praticamente impossível conhecer tudo em menos de um dia. Então reserve o dia inteiro para o passeio e aprecie cada espaço com calma. Tudo é tão bonito e envolvente que o tempo passará e você nem vai perceber.

Considerar gastos dentro do museu

Como você viu, uma visita, por mais rápida que seja, leva um dia inteiro. Assim, é preciso fazer pausas e repor as energias. Para isso, o Instituto oferece lanchonetes e restaurantes. E antes de ir embora, vale a pena conferir e adquirir artigos da Loja Design. Portanto, inclua esses gastos no seu planejamento financeiro.

Definir onde será sua estadia

O Inhotim pretende construir um complexo hoteleiro dentro de seu território. Enquanto isso não acontece, o visitante pode escolher entre hospedar-se em Brumadinho ou em Belo Horizonte. Para quem gosta do agito da capital, vale a pena ficar nos bairros Lourdes e Savassi — quanto mais perto da Praça da Liberdade, melhor será a sua localização.

Se você prefere ficar em Brumadinho para realizar os passeios em dias seguidos, com mais tranquilidade e comodidade, conferir o que a cidade e região tem a oferecer, além de saborear as delícias da culinária mineira, considere essas hospedagens:

  • Pousada Verde Villas (luxo);
  • Pousada Alta Vista, Ville de Montagne Hotel e Pousada Lafevi (moderada);
  • Hostel 70, Hostel Hari, Hostel Pé de Caju e Casa da Horta (econômica).

Você gosta de viajar pelas regiões do Brasil? Então coloque Inhotim na sua lista de destinos e descubra toda a beleza e magnitude de um museu moderno cercado de natureza. Como o acervo está em constante mudança, até quem já conhece deve revisitar o local. Dê uma chance para essa experiência visual e sensorial e surpreenda-se!

Agora que você já conhece um destino exótico e charmoso de Minas Gerais, que tal conferir o nosso guia para viajar para Belo Horizonte e, de lá, conhecer Inhotim? Acesse!

Qual a viagem ideal para sua famíliaPowered by Rock Convert