O mercado econômico é muito dinâmico e está em constante atualização. Apesar disso, alguns lugares se destacam e são referências para investidores, executivos e profissionais da área.

Esses lugares são chamados de centros financeiros e movimentam a economia interna e externa, pois são importantes para o desenvolvimento da cidade e do país.

Listamos os principais centros financeiros do mundo, com os detalhes de desenvolvimento e cultura de cada um. Veja!

Indicativos do mercado financeiro

Mesmo com a força na economia local, uma cidade não se torna referência sozinha. Estudiosos investigam vários elementos e classificam os centros financeiros de acordo com a sua relevância e resultados no âmbito global. Por isso, quem atua nessa área precisa estar atendo aos critérios e indicativos de pesquisas e relatórios sobre o tema.

Entre os levantamentos mais relevantes estão o Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC) e o Z/Yen’s Global Financial Cities, organizado pelo Qatar Financial Centre, que lista 82 cidades com base em cinco critérios: ambiente de negócios, desenvolvimento do setor financeiro, infraestrutura, capital humano e fatores gerais e de reputação.

O estudo mais conhecido e respeitado na comunidade financeira é o Global Cities Report. A versão mais recente é a de junho de 2018, mas anualmente é divulgado uma nova relação. O estudo avalia dezenas de variáveis, como negócios, experiência cultural, capital humano, troca de informações e engajamento político.

A ideia é assinalar quais são as cidades que estão melhorando a competitividade e quais os fatores que estão incentivando o seu sucesso. O histórico desses relatórios ajuda a entender os resultados atuais e projetam novas possibilidades para o futuro. A lista geralmente indica 21 centros financeiros, mas vamos focar nos 10 primeiros, com detalhes das suas atuações. Confira!

Ranking mundial dos centros financeiros

Acompanhe!

Nova York — Estados Unidos da América

Não é nenhuma surpresa o fato de que uma cidade norte-americana ocupa a primeira posição no ranking. Os Estados Unidos dominam a economia mundial e o dólar está entre as moedas mais valorizadas do planeta. Nova York também é sede das Nações Unidas e de Wall Street — rua que dá nome ao coração do distrito financeiro e à Bolsa de Valores.

O poder financeiro da cidade já foi representado em grandes produções de cinema e persiste nas notícias dos principais jornais do mundo. Quem acompanha o desempenho, sabe que NY já chegou a controlar 40% das finanças mundiais. Não é à toa que seu Produto Interno Bruto (PIB) é de US$1,4 trilhão.

Londres — Inglaterra

A capital da Inglaterra já ultrapassou Nova Iorque em outras edições e sempre está no topo da lista. É uma das cidades mais influentes do mundo e principal centro financeiro da Europa. Ela ganhou ascensão logo após o fim da Segunda Guerra Mundial e desde então se destaca como indústria de serviços e centro de negócios.

Os interessados nessa área devem conhecer a cidade e conferir de perto como os seus indicativos econômicos influenciam nas negociações internacionais. Os eventos corporativos que abordam a economia londrina são muito disputados por profissionais de diferentes áreas do planeta.

Apesar do Brexit ter seus conflitos internos, Londres continua atuando como o centro financeiro da Europa, competindo com o gigante Estados Unidos. Entretanto, o potencial londrino cresce constantemente e pode voltar à primeira posição do ranking em breve.

Paris — França

O centro financeiro de Paris está localizado no bairro La Défense, que tem importante valor histórico, pois foi o local em que os defensores locais lutaram pela cidade durante a Guerra Franco-Prussiana. E apesar de ter outras cidades à frente na lista, o governo parisiense acredita na ascensão mundial e na conquista do primeiro lugar dentro da União Europeia. Como já passou de Frankfurt, a expectativa é positiva para ultrapassar Londres e depois mostrar a sua força no cenário mundial.

Paris também é uma das cidades mais visitadas do mundo, o que movimenta ainda mais a economia. Arte e moda são os principais investimentos de turismo.

Tóquio — Japão

Assim como a América e a Europa, a Ásia se destaca no assunto. O maior continente abriga grandes cidades, com alto grau de desenvolvimento e recursos naturais e tecnológicos. A região metropolitana de Tóquio é identificada como um dos maiores índices de educação do mundo, além de destacar-se em segurança e qualidade de vida.

A região de Marunouchi, considerada como coração financeiro de Tóquio, atrai multinacionais e empreendedores do mundo inteiro, mas o poder econômico está se expandindo para bairro adjacentes, como Otemachi e Yurakucho.

Para exemplificar a força de Marunouchi, basta olhar para os dados comerciais do bairro. Com área de 81 hectares, o lugar concentra mais de 4 mil empresas. Dessas, 92 são responsáveis por 10% do PIB japonês.

Quem viaja à capital do Japão, precisa visitar pelo menos os quatro principais pontos turísticos da cidade. O primeiro deles é Asakusa, considerada a capital japonesa antiga. Os cinemas e teatros populares são o seu principal destaque. Mas o entretenimento proporcionado por casas de jogos também é bastante procurado.

A instalação do Museu Shitamachi é um lugar interessante para compreender como a vida no centro de Tóquio mudou, desde o século XIX até os dias atuais. O lado artístico do National Art Center também deve ser explorado. Considerado um dos maiores museus do Japão, ele apresenta exposições temporárias, com destaque para diferentes culturas.

E por fim, o roteiro é completado com a Torre de Tóquio. Ela está para os japoneses assim como a Torre Eiffel está para os franceses. De dia rende belas fotos, mas é a noite que o monumento mostra todo o seu poder e encanta turistas do mundo inteiro.

Hong Kong — China

Hong Kong teve 150 anos de colonização britânica, mas conseguiu sua independência em 1997. Apesar do pouco tempo, a soberania chinesa foi fundamental para que a cidade se destacasse no mercado financeiro. A competitividade é alta e várias instituições internacionais a consideram como a mais livre do mundo. Mais de 8 mil empresas estrangeiras têm escritórios em Hong Kong.

A cidade já foi líder no controle financeiro e busca melhorar seu resultado para defender seu histórico na economia mundial. A cidade perde posições no ranking devido à grande disparidade entre a população rica e população pobre. Devido a sua importância no cenário internacional, o mandarim está na lista dos idiomas mais importantes e mais falados do mundo. O inglês é a segunda língua e abre caminhos para empreendedores do exterior.

Los Angeles — Estados Unidos da América

Quando se fala de Los Angeles, é quase impossível não lembrar de Hollywood, pois a cidade respira cinema. Mas em paralelo a isso, existem possibilidades de negócios e abertura de oportunidades em todo lugar. A união do comercial, social e cultural faz Los Angeles disparar como o terceiro centro financeiro dos Estados Unidos — atrás de Nova York e Chicago — é uma das economias mais poderosas do mundo.

Como é líder mundial na produção de filmes, ela movimenta a maior parte do setor de entretenimento, que inclui bilheterias de grandes produções, eventos, celebridades e turistas que querem conhecer de perto a produção cinematográfica.

A cidade abriga alguns dos maiores estúdios de cinema do mundo: Universal Pictures, Paramount Pictures e 20th Century Fox. Mas além disso, sua economia é movimentada pelo comércio aeroespacial, de tecnologia, petróleo, moda e, claro, de turismo.

Cingapura — país da Índia

A Ásia é tão bem desenvolvida economicamente que possui mais de um centro financeiro. Cingapura se destaca no mercado de petróleo por ter um dos maiores portos do mundo — praticamente a metade de todo o petróleo consumido no mundo passa por lá. A concentração dos arranha-céus e investidores e empreendedores fica no Business District. É lá que estão as sedes de grandes empresas nacionais e internacionais.

Apesar de ser um país pequeno, menor do que o município de São Paulo, ele respira prosperidade. Ele saiu da extrema pobreza e alcançou a riqueza em poucas décadas devido ao investimento em disciplina e educação. Um dos grandes responsáveis por esse resultado foi o primeiro-ministro Lee Kuan Yew, falecido em 2015.

Ele trabalhou por 31 anos empenhado em transformar a realidade de Cingapura: a pequena cidade portuária instalada em uma ilha sem recursos naturais transformou-se em um dos mais ricos centro econômicos mundiais, com a quarta população mais rica do mundo.

A cidade-estado é um grande exemplo de prosperidade e serve de modelo para grandes empresários. Quem trabalha direta ou indiretamente com economia precisa conhecer o modelo desse país que cresce a cada dia.

Chicago — Estados Unidos da América

Sim, esta é a terceira cidade norte-americana da lista. O domínio dos Estados Unidos na economia mundial é impressionante e a tendência é permanecer em crescimento. A cidade de Chicago apresenta o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, com cerca de 630 bilhões de dólares.

A cidade também é sede do Federal Reserve Bank e grandes bolsas de valores: Bolsa de Chicago, Chicago Board Options Exchange (CBOE) e o Chicago Mercantile Exchange. A concentração do mercado financeiro da cidade fica no Loop, região do estado de Illinois. É lá que estão os prédios mais modernos e as grandes negociações financeiras, como as de produtos agrícolas (trigo, milho, soja e carnes).

O desenvolvimento econômico beneficia sua população e seus mais de 5 milhões de trabalhadores. Chicago também tem grande potencial nas áreas de ciência e engenharia e tem condições favoráveis ao turismo: é uma das melhores cidades dos EUA para se conhecer a pé e sede de grandes convenções americanas e internacionais.

Entre os pontos turísticos mais visitados estão o Navy Pier, o Hyde Park e a Willis Tower, mais alto edifício da América do Norte até a inauguração do One World Trade Center.

Pequim — China

A capital da China além de ser uma das metrópoles mais populosas do mundo, é também motor da economia do país. Possui várias empresas na lista Global Fortune 500 e apresenta grande desenvolvimento político, cultural e educacional. O crescimento econômico é o responsável pela expansão do território estabelecida no megaprojeto de um corredor subterrâneo.

A construção prevê cinco pisos abaixo do solo com instalações voltadas para o comércio, rede de transportes, parques de estacionamentos e áreas delimitadas para o acesso de pedestres e automóveis. O projeto visa a criação do maior empreendimento no núcleo financeiro da capital chinesa: 400 metros entre o norte e sul e 500 metros entre o leste e oeste.

O centro financeiro está concentrado na área central de Guomao, com diversas indústrias, empresas e atividades financeiras e desenvolvimento de tecnologia, que tem o seu próprio “Vale do Silício”. Ou seja, quem atua no mercado financeiro precisa fazer uma visita à China para conferir o desenvolvimento exponencial de cidades como Hong Kong e Pequim.

Bruxelas — Bélgica

Fechando o ranking, temos Bruxelas, que possui caráter cosmopolita e é capital da União Europeia. Se destaca economicamente em serviços, indústria e produção de chocolate e cerveja. A indústria farmacêutica também traz bons resultados para a economia do país, assim como setor da saúde, que movimenta mais de 30 mil empresas e gera diversos empregos para a população. As pesquisas em biotecnologia elevam a cidade e contribuem para o crescimento na área da saúde e no reconhecimento internacional.

Outro grande destaque econômico é a Bolsa de Valores de Bruxelas e as sedes regionais e mundiais de empresas multinacionais. Bruxelas também é conhecida como a cidade-conferência mais popular da Europa e como o centro de operações bancárias internacionais.

Cidade mais relevante para economia brasileira

São Paulo é o maior centro financeiro brasileiro e da América Latina. Devido aos seus avanços, o desenvolvimento econômico pode ser comparado ao de um país. Um de seus maiores destaques é a BM&FBovespa, a Bolsa de Valores oficial do Brasil. Com o tempo, a cidade foi deixando o seu caráter industrial e tornou-se uma cidade terciária, polo de serviços e negócios para o país e para o mundo.

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) aponta que São Paulo gera riqueza por meio das sedes de grupos internacionais instalados no Brasil (cerca de 63%), 8 das 10 maiores corretoras de valores e 5 das maiores empresas de seguros. Na localização geográfica, o coração financeiro de São Paulo é a famosa Avenida Paulista.

A dinâmica dos centros financeiros mundiais é o principal motivo para a competitividade econômica. Investimentos em outras áreas, como saúde e educação colaboram para o desenvolvimento da economia, além do braço forte do turismo. Inovação e atualização são as palavras-chave para o sucesso para grandes resultados na economia de um país e no desenvolvimento de carreira dos profissionais dessa área.

O que você achou da lista? Alguma dessas cidades inspiram você? Deixe a sua opinião nos comentários.