O mar do Caribe é um dos mais desejados do mundo: a transparência da água, a areia clarinha e o clima são impressionantes. Mas o Brasil também tem lugares incríveis que podem ser chamados de mini Caribe devido às belezas naturais.

É o caso das praias com piscinas naturais, que estão espalhadas por todo o país e atraem visitantes durante todo o ano. Quer conhecer mais sobre esses paraísos? Então confira essa lista e prepare-se para babar com as imagens!

O que são piscinas naturais?

O termo piscina natural é utilizado para nomear a formação geológica que gerou o acúmulo de água, doce ou salgada, em uma região de rochas ou de recifes. Essa formação se dá a partir das bacias, que podem ser sedimentares ou cristalinas. As sedimentares são compostas pela deposição de sedimentos que o vento leva ao longo do tempo.

Já as cristalinas são mais antigas e mais profundas, caracterizadas pela presença de minerais, favorecendo a vida de peixes que se alimentam desses minerais. Eles também funcionam como filtros para a manutenção dessas piscinas, formadas a partir de nascentes com acúmulo de água, como praias e cachoeiras.

Por que as praias com piscinas naturais atraem tantos turistas?

Os destinos com piscinas naturais são muito procurados pelo visual exótico e pela facilidade em contemplar a vida marinha. As águas cristalinas, quentinhas, com vários peixes coloridos e corais encantam os olhos de qualquer turista.

É um ótimo passeio para quem viaja sozinho, em casal e com amigos. E para quem está em família, viajando com crianças, é uma atração imperdível! Os pequenos ficam deslumbrados por se sentirem em um verdadeiro aquário natural, é inesquecível!

Os principais cuidados que o turista deve ter ao visitar uma praia com piscinas naturais é com o clima e com a maré. O clima porque ele influencia na visibilidade e temperatura da água e a maré porque permite as condições necessárias para um passeio tranquilo e agradável. A lua também influencia nas variações das marés: os períodos de lua nova e lua cheia são os mais indicados para a realização dos passeios.

Confira algumas orientações essenciais para visitar piscinas naturais:

  • evite viajar no período chuvoso;
  • se possível, programe a viagem durante as fases de lua cheia ou nova;
  • escolha a semana em que o nível da maré esteja mais baixo;
  • dê preferência a passeios que iniciem entre 90 a 60 minutos antes do nível mínimo da maré;
  • evite passeios com saídas no início da manhã ou no final da tarde, pois as piscinas ficam mais bonitas no período em que o sol está mais alto, próximo a 12h.

Com essas informações, já dá vontade de preparar as malas e curtir um mergulho, não é mesmo? Então continue a leitura e descubra destinos incríveis pelo litoral brasileiro para aproveitar as praias com piscinas naturais.

1. Galés de Maragogi — Alagoas

O litoral de Alagoas é formado por praias belíssimas, mas tem uma região que se destaca ainda mais: as galés de Maragogi. A água é tão transparente que é possível ver os peixinhos sem dificuldade. O clima da água também agrada muito os banhistas: ela é morna e torna o banho ainda mais relaxante. O mergulho de snorkel ou de cilindro deixa a experiência mais especial. Já imaginou mergulhar ao lado dos peixinhos e corais? São cenas inesquecíveis!

Quando ir

O melhor período para visitar Maragogi é durante os meses de outubro a janeiro — época seca. Evite os meses de abril a agosto, pois nesse período as chuvas são constantes e a água do mar não fica tão transparente. Uma boa sugestão é programar a visita para o mês de outubro, quando acontece o Festival da Lagosta. Os pratos são deliciosos e a cidade fica bastante animada.

Novembro também é um mês interessante, pois apesar de fazer parte do período de alta estação, com boas condições para conhecer as piscinas naturais, a procura de turistas não é tão forte e os preços são mais acessíveis. Entretanto, lembre-se de verificar a tábua das marés. Programe a viagem para pegar um período de maré baixa, ou seja, quanto ela está próxima ou igual a zero: 0.0 metros, 0.1, 0.2 e 0.3 metros.

Como chegar

As duas principais cidades de acesso a Maragogi são Recife (Aeroporto Internacional dos Guararapes), que fica a 135 quilômetros de distância e Maceió (Aeroporto Zumbi dos Palmares), com 127 quilômetros de distância. Depois de pousar no aeroporto, o restante do percurso pode ser feito de ônibus ou de carro. Também existe a opção de usar um transfer ou alugar um carro no próprio aeroporto. Na dúvida, vá pela estrada pernambucana, pois apresenta melhor infraestrutura e melhor sinalização.

2. Parrachos de Maracajaú — Rio Grande do Norte

Os parrachos de Maracajaú estão localizados na cidade de Maxaranguape, litoral norte do estado, a 51 quilômetros de distância da capital Natal. As águas clarinhas convidam ao mergulho, seja de snorkel ou de cilindro. Quem possui certificação de mergulho em águas abertas pode explorar a riqueza da natureza local em uma profundidade de até 4 metros.

As áreas mais rasas têm até 1,80 metros e devido à claridade da água e a incidência do sol, é possível visualizar várias espécies marinhas. Se você não sabe nadar ou não se sente seguro, pode alugar um flutuador e tornar o passeio mais agradável.

Quando ir

O nordeste brasileiro é conhecido por fazer sol e calor durante todo o ano todo, mas os meses mais quentes são de dezembro a março. O período chuvoso acontece de fevereiro a agosto, mas os meses mais evidentes são junho e julho. Já a época dos ventos compreende os meses de julho e agosto. Então para garantir uma viagem tranquila, programe a visita entre os meses de setembro a janeiro. Temperatura da água é sempre agradável, com 26ºC no inverno e 28ºC no verão.

Como chegar

Você pode contratar um transfer ou ir de carro até Maxaranguape. Saindo de Natal, você segue pela BR-101 rumo ao litoral norte, na direção de Touros. A partir de Genipabu, as placas indicam o caminho. Depois de chegar na praia de Maracajaú, é preciso usar um transporte marítimo para acessar os parrachos, são cerca de 7 quilômetros de distância da praia. O passeio pode ser feito de barco, lancha ou catamarã e dura cerca de 40 minutos.

Os parrachos são formados por barreiras de corais, totalizando uma área de 13 quilômetros de extensão. Eles são mais fáceis de serem visualizados na maré baixa, por isso, antes de programar a sua visita, consulte a tábua das marés.

Extra

Se você tiver tempo disponível, combine outros passeios pelas regiões próximas. Uma sugestão é a Barra do Punaú, no município Rio do Fogo, onde acontece o encontro das águas do rio Punaú com o mar. O lugar fica a menos de 10 quilômetros de distância dos parrachos e tem uma natureza exuberante. Porém, programe o horário para não perder a maré baixa das piscinas naturais. Informe-se sobre qual a melhor ordem: mergulho e Barra do Punaú ou o contrário. E se animar, também vale fazer um passeio de quadriciclo pela orla.

3. Jericoacoara — Ceará

Jericoacoara é conhecida mundialmente devido a cor da água, mas existem outras atrações que tornam a visita ainda mais especial. As lagoas, dunas e formações rochosas completam a experiência. Todas as atrações turísticas seguem o visual rústico pé na areia (literalmente) e iluminação natural — em Jeri não há iluminação pública, a luz vem de dentro das casas e estabelecimentos. À noite é bem agitada, com bares e restaurantes que funcionam até tarde, além do luau à beira-mar.

Mas é de dia que os turistas fazem a festa: as praias e as piscinas naturais batem recorde de visitação. Na praia de Jericoacoara o nível do mar é menor e não há presença de ondas fortes, por isso é ideal para o banho e atividades relaxantes, como o stand-up paddle. Também é um passeio interessante para levar as crianças, pois elas podem brincar na areia e depois refrescar-se nas águas clarinhas de Jeri.

As lagoas chamam mais atenção por causa do visual: podem ser transparentes, azuis e esverdeadas. Como o Ceará tem alta incidência do sol, o degradê de cores fica mais visível: um espetáculo! As redes na água convidam ao descanso. É um lugar para desconectar-se da agitação da cidade grande e desfrutar das belezas naturais. Seja na lagoa azul ou na lagoa do paraíso, a diversão é certa!

Para complementar a viagem, visite os outros pontos turísticos do lugar e de regiões próximas:

  • pedra furada;
  • praia do Preá;
  • árvore da preguiça;
  • duna do pôr do sol;
  • rua do forró;
  • padaria Santo Antônio (abre às 2h da manhã);
  • praia da Tatajuba;
  • rio Guriú;
  • mangue Seco.

Quando ir

A temperatura em Jeri varia entre 35º C no verão e 22º C no inverno, então é um destino que pode ser visitado durante o ano todo. O período chuvoso acontece entre os meses de janeiro e junho, mas isso não significa que são dias inteiros de chuva, normalmente o sol prevalece durante o dia. Porém se você quiser visitar as lagoas cheias, o ideal é marcar a viagem a partir de julho.

De agosto até novembro, os ventos são mais intensos, portanto o período é conhecido como temporada do kitesurf e do windsurf. Estrangeiros de diferentes partes do mundo chegam em Jeri para aprender e praticar esses esportes náuticos, além de desfrutar de toda a beleza da região. A alta temporada acontece durante os meses de férias: julho, dezembro, janeiro e fevereiro.

É um destino muito procurado nos finais de semanas, feriados prolongados e datas festivas, como réveillon, carnaval e semana santa. A vila recebe muitos brasileiros, mas é comum ouvir outros idiomas no dia a dia, devido a forte presença de turistas estrangeiros. Para quem gosta de lugares mais calmos, a melhor época para viajar são os meses de transição entre as altas temporadas, excluindo os períodos de feriados prolongados. De toda forma, reserve sua hospedagem com antecedência.

Como chegar

Jericoacoara está a 291 quilômetros de Fortaleza. Para chegar ao destino, é possível fazer o desembarque no Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense, ou no Aeroporto Regional de Jericoacoara Comandante Ariston Pessoa, que está a 33 quilômetros da vila. De Fortaleza, é possível seguir a viagem por via terrestre, em um ônibus rodoviário, transfer ou carro alugado. Já para quem pousa no Aeroporto de Jeri, precisa pegar um transfer ou táxi para ter acesso à vila.

4. Porto de Galinhas — Pernambuco

O litoral sul de Pernambuco tem praias belíssimas, com muitas piscinas naturais formadas pelos arrecifes. A mais conhecida delas é Porto de Galinhas, mas elas ficam tão próximas que vale a pena visitar todas: Muro Alto, Maracaípe e Pontal de Maracaípe. As águas esverdeadas, peixinhos coloridos e poucas ondas são o cartão de visitas da região. O nascer e o  o pôr do sol, assim como a lua se pondo no mar, são um espetáculo à parte.

Quando ir

As chuvas acontecem entre abril e agosto, mas mesmo nesse período é possível ter dias de sol. De dezembro até o carnaval, Porto de Galinhas recebe muitos turistas, o que eleva bastante o preço de hospedagem e alimentação. Para quem não quer pegar chuva e economizar um pouco, a melhor época para viajar é durante o mês de março (após o carnaval) ou no final do ano: setembro, outubro e novembro.

Como chegar

Porto de Galinhas faz parte do município de Ipojuca, a 60 quilômetros de Recife. A estrada é bem sinalizada e fácil de trafegar. Pela proximidade é possível ir e voltar no mesmo dia para a capital pernambucana, mas para aproveitar melhor as praias, o ideal é hospedar-se na região e conhecer tanto o dia quanto a noite de Porto.

Essas são só algumas das praias com piscinas naturais, mas existem muitas outras que valem a visita: Arraial do Cabo (RJ), Lençóis Maranhenses (MA), Ilha de Boipeba (BA) e Fernando de Noronha (PE). Então se você deseja curtir um visual caribenho, não precisa nem sair do país, basta explorar o litoral brasileiro e relaxar nas águas mornas e cristalinas de cada mini Caribe espalhado pelo país.

Gostou das sugestões? Então compartilhe nas suas redes sociais esse conteúdo e convide seus amigos para ter uma viagem ainda mais divertida!