Viajar é muito bom, não importa o destino, a companhia ou a data. Conhecer uma nova cultura, mudar de ares e escapar da rotina é quase indispensável. E quando a viagem vem como uma recompensa? Algumas empresas adotaram a viagem de incentivo como uma prática de retenção e reconhecimento para seus funcionários.

passagem para Cruzeiro do Sul

Na realidade, ela funciona como qualquer outro prêmio — mas, claro, considerando que não se trata apenas de uma bonificação, e sim uma experiência. Quem não gostaria de viajar, com tudo pago, para uma das praias do Nordeste? Ou para conhecer os encantos do Sul? Já pensou em ser turista em algum país da Europa ou da Ásia? Não é à toa que vários segmentos estão investindo nesse benefício. Mas, você sabe como ele funciona?

Qual a diferença entre viagem corporativa e viagem de incentivo?

É muito comum confundir os conceitos de viagem de incentivo e viagem corporativa, mas, elas são diferentes, principalmente quanto aos seus objetivos. Entenda as particularidades de cada uma.

Viagem corporativa

As viagens de negócios são rotina no meio corporativo. Seja para uma reunião, um treinamento ou um evento, elas são, eventualmente, necessárias. Nesse caso, a empresa é responsável pela maior parte dos gastos, que podem incluir: passagens (sejam elas aéreas ou rodoviárias), alimentação e hospedagem. Despesas com táxi também fazem parte do budget.

Dada a sua regularidade, é importante que cada companhia elabore sua política de viagens e, nela, defina os processos e procedimentos pertinentes a cada etapa do deslocamento, como o relatório de despesas — que costuma ser solicitado após o retorno do empregado, com os devidos comprovantes — e até o comportamento que a empresa espera e demanda seus representantes.

As viagens corporativas têm vários objetivos, entre eles: a oportunidade de fechar parcerias com outras empresas (de companhias aéreas, rede de hotéis, restaurantes, instituições de ensino etc.), garantindo preços mais competitivos; ampliar a visão e atuação no mercado, visto que, ao viajar, é possível explorar mais possibilidades de negócios, conhecer e estreitar o relacionamento com novos fornecedores; e investir no desenvolvimento dos colaboradores — não apenas quando o intuito é realizar um curso, mas em qualquer circunstância, considerando a autonomia e responsabilidade que são confiadas ao funcionário.

Levando em conta todos os aspectos mencionados acima, cada organização deve ter um orçamento definido para essa atividade que, por sua vez, tenha em vista as expectativas desejadas e o orçamento geral da empresa.

Viagem de incentivo

Neste caso, as viagens são uma forma de valorizar e premiar os funcionários. Independentemente do segmento, as companhias podem adotar metas e estabelecer prazos para seu cumprimento, oferecendo uma viagem como premiação. Para alguns, a gratificação pode parecer incomum ou até exorbitante, mas seus resultados valem a pena.

A Incentive Research Foundation, fundação americana que financia pesquisas e desenvolve produtos para indústria global de incentivo, apurou, em um estudo aplicado em 2018, com mais de 80 países, que a prática de oferecer experiências (como uma viagem, por exemplo) como bonificação, ao invés de dinheiro, pode triplicar a receita, quando comparadas àquelas que não praticam.

Isto é, o estudo confirma que a ideia não é apenas um benefício, mas sim um investimento, uma via de mão dupla, que permite não só reter e reconhecer o colaborador, mas trazer retorno financeiro à empresa, direta e indiretamente, a curto e a longo prazo.

Em uma comparação simples com a viagem corporativa, não há necessidade de prestar contas (relatório de despesas) quanto ao que foi gasto durante a viagem, pelo contrário: o intuito é tornar a experiência o mais prazerosa e agradável possível para o funcionário. No entanto, ela também deve estabelecer parâmetros em uma política, controlando e definindo um teto de gastos para cada ocasião.

Por que considerar a viagem como incentivo e reconhecimento?

Visando atrair e manter seu quadro de empregados, as empresas estão se reinventando para oferecer as melhores condições de trabalho. Salários competitivos e previdência privada, por exemplo, já são esperados. A oferta do “algo a mais” está permitindo que algumas se sobressaiam no mercado e obtenham êxito na hora de contratar os melhores talentos.

Uma forma de organizar essas opções e analisar se elas são viáveis é criar uma política de benefícios. Nesse projeto, o ideal é que o setor de Recursos Humanos não trabalhe sozinho: todos os gestores podem ajudar com sugestões e ideias. Ninguém melhor que eles para conhecer o perfil de suas equipes e identificar quais vantagens e premiações mais trariam resultados positivos.

Uma política bem construída, moderna e efetiva ajuda, inclusive, a garantir indicadores otimistas, como o turnover, por exemplo, que estuda o índice de rotatividade do quadro de funcionários, por meio da análise do clima organizacional e da efetividade dos processos de seleção.

Onde entra a viagem?

Ela não precisa necessariamente estar na política, mas é uma excelente opção para recompensa de meta alcançada. Imagine: a empresa onde você trabalha organiza um concurso anual de projetos de inovação. A ideia deve ser apresentada pela equipe e um dos pontos avaliados são os efeitos práticos dela (quais processos foram melhorados? Quais custos foram otimizados?), caso aprovada e implementada. O prêmio pode ser uma viagem em um feriado prolongado ou no período de férias do ganhador.

Na hora de escolher o destino, é hora de acionar os fornecedores estratégicos com quem se fortaleceu o relacionamento durante as viagens corporativas, principalmente as companhias aéreas e as redes de hotéis. Afinal é onde começa a experiência do funcionário: viajar com o máximo de conforto e comodidade, assistindo aos seus programas favoritos já ajuda a entrar no clima, não é?

Os parceiros também podem auxiliar, dando opções de entretenimento e lazer na cidade de destino, que possam ser incluídos na programação da viagem. Dessa forma, é possível proporcionar uma experiência inesquecível e vantajosa para todos os envolvidos, principalmente para a empresa.

Quais benefícios a empresa colhe por meio de premiações como a viagem de incentivo?

Tão importante quanto a satisfação do funcionário são os frutos que a empresa vai colher por meio dos benefícios que oferece. É verdade que esse retorno nem sempre é a curto prazo, mas organizar as ações de endomarketing (onde a viagem de incentivo está inserida) exige planejamento, justamente para definir quais resultados são esperados daquele investimento e ajustar de acordo com a fase que a empresa vive e o mercado no qual está incluída.

No entanto, antes desse planejamento, é preciso elencar os objetivos a alcançar, além dos resultados financeiros. Conheça, a seguir, algumas sugestões.

Reforça o senso de pertencimento

Geralmente, passa-se mais tempo no trabalho que em casa, lidando com diversas pessoas, então, é indispensável que haja um clima agradável e um ambiente confortável, favorável para o desenvolvimento e o reconhecimento. Quando o colaborador se sente apoiado para crescer pessoal e profissionalmente, ele se torna mais autônomo e criativo — e seu senso de pertencimento é fortalecido.

Para as empresas, o fortalecimento desse senso gera um quadro de funcionários mais integrado, que se identifica com seus valores e o melhor: compromete-se a alcançar os mesmos resultados.

Fortalece a integração das equipes

Quando uma equipe é integrada e tem um objetivo em comum, ela vai se dedicar ao máximo para atingi-lo e garantir que o trabalho seja bem elaborado. É essa integração que potencializa o trabalho individual e proporciona os melhores resultados para a empresa.

Se existe uma premiação para a tarefa, o time tende a se dedicar mais, aumentando seu nível de comprometimento e de responsabilidade, para se sobressair diante dos demais. Esse comportamento ainda permite desenvolver a competência interpessoal, o que melhora não só as relações de trabalho, mas as pessoais também.

Aumenta a produtividade

Um colaborador produtivo, geralmente, se sente reconhecido. Como já mencionado, isso não depende apenas de premiações periódicas ou benefícios. Para garantir a produtividade contínua, a empresa deve estar sempre atenta quanto ao que pode oferecer, não necessariamente inovando, mas incrementando as opções já existentes.

Se a companhia já costuma oferecer uma viagem de incentivo para um destino fixo (Gramado, no Rio Grande do Sul, por exemplo), que tal realizar uma votação entre os colaboradores para que eles decidam um novo local? Considerando o orçamento e os parceiros existentes, é possível dar opções e deixar que eles optem pela cidade mais conveniente.

Lembre-se: a produtividade está diretamente relacionada ao nível de satisfação do colaborador. Quando ele sente que pertence àquele lugar, que sua contribuição faz a diferença, ele produz mais e melhor.

Trabalha o employer branding

O employer branding é definido como a marca empregadora, isto é, a marca da empresa, como ela é reconhecida no mercado e perante a sociedade. Assim como uma pessoa, uma organização possui uma reputação a zelar — e é para manter essa imagem que ela desenvolve estratégias. Uma delas é tornar seus colaboradores embaixadores do local onde trabalham.

Mantendo seu quadro de funcionários engajado e satisfeito, por meio de, por exemplo, ações de reconhecimento, a organização não só os retém, mas se destaca no meio onde está inserida, atraindo bons profissionais naturalmente e até facilitando seus processos de recrutamento e seleção.

E para os empregados, quais são os benefícios?

Não, a viagem de incentivo não é o único benefício da premiação. Cabe à empresa oferecer a proposta, mas, ao se prontificar para aceitar, o prêmio do colaborador não se limita a locomoção, não. Pelo contrário, além da experiência de conhecer um novo lugar, acompanhado ou não, ele ainda tem a oportunidade de se superar, desenvolver outras habilidades, fortalecer competências e o espírito de trabalho em equipe. Continue lendo para entender melhor.

Bater a meta leva o colaborador a se desafiar e explorar seu potencial

Todo mundo tem uma motivação. Alguns são mais facilmente motivados por recursos financeiros e outros, por desafios. O estímulo é explorar o próprio potencial e alcançar um novo patamar como profissional. A viagem certamente é um incentivo, mas tão importante quanto é trabalhar arduamente por uma ideia, um projeto e vê-lo sendo bem-sucedido, saindo do papel, e levando seu nome, sua contribuição, o crédito pelo esforço que exigiu de você.

Até porque, eventualmente, é necessário se qualificar mais para chegar ao resultado esperado. Então, não apenas o esforço, mas a força de vontade, determinação e perseverança serão exigidas — e igualmente reconhecidos.

Ter metas preestabelecidas possibilita uma rotina mais dinâmica

Quando se trabalha com um regime de metas preestabelecidos, ou seja, a empresa já possui o hábito de criar seu planejamento estratégico e, a partir dele, quais objetivos espera que suas equipes atinjam naquele ano ou período, a rotina do dia a dia se torna mais dinâmica. Isso se dá, porque o funcionário não se prende às atividades diárias, próprias da função.

Se ele está empenhado e engajado com sua equipe para ganhar a viagem (ou outro prêmio), sempre que possível vai reservar um espaço na agenda para se dedicar ao projeto e/ou garantir sua efetividade.

Superar-se abre novas portas

Às vezes, um reconhecimento abre novas portas dentro da empresa. Apresentar uma ideia nova ajuda o funcionário a aparecer — em um bom sentido. É essa visibilidade que pode favorecer uma promoção ou uma mudança de função. Se for essa a intenção, o funcionário deve estar ciente que vai precisar se dedicar mais e, se possível, ser transparente com a gestão sobre sua pretensão, para evitar futuras frustrações.

No entanto, é fato que o mérito de uma premiação contribui bastante para conseguir novas oportunidades. Cabe ao empregado identificá-las e aproveitar o melhor momento para se destacar.

Oferecer uma viagem de incentivo para conquistar uma meta, sem dúvida, é uma boa prática. Antes de aderir, porém, é importante avaliar se a empresa tem condições de ofertar o benefício — e se não tem (mas existe a vontade), montar um plano para tornar realidade em breve. Além de incrementar seus resultados, têm-se funcionários e equipes mais engajadas, integradas e motivadas.

Trata-se de um investimento muito válido, à altura das expectativas. Um dos primeiros passos é estudar cases de empresas que já ofertam, se há uma política definida, receptividade dos empregados etc. Vale a pena realizar benchmarking e analisar juntamente à gestão ou diretoria da companhia.

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