Uma viagem de negócios é uma estratégia utilizada por grandes empresas e empreendedores para alcançar o sucesso profissional.

É uma grande oportunidade para ampliar os contatos e criar network. O objetivo final é conseguir mais clientes, fechar contratos e trazer mecanismos e ferramentas para gerar sucesso ao seu trabalho. Quer entender mais como isso acontece? Este texto vai explicar, acompanhe.

Afinal, o que é uma viagem de negócio?

Trata-se de uma iniciativa corporativa com o objetivo de trazer benefícios para o trabalho. Ela é pensada estrategicamente para alcançar resultados: conectar-se com o mercado, prospectar clientes, fornecedores de maior qualidade, formação e capacitação de colaboradores, elevar o alcance da marca e objetivos específicos.

Para isso, as empresas decidem expandir fronteiras e selecionam os profissionais mais habilitados para desenvolver o projeto planejado.

Estar em outro ambiente permite que esses colaboradores ampliem seus repertórios, criando conexões que beneficiam o planejamento estratégico da empresa.

Os objetivos e prioridades são diferentes de uma viagem a lazer. Portanto, não importa se você viaja de ônibus, avião, na janela ou corredor, se o destino tem praia ou se você fará todas as compras que gostaria.

Você precisa otimizar o seu tempo e atividades em prol do seu trabalho. Mas isso não significa que a viagem será chata. Na verdade, você vai desfrutar de tudo o que o destino oferece, mas em um ângulo diferente.

E isso envolve todo o processo: organizar mala de viagem; comprar passagem online e escolher um hotel. Quando se trata de uma viagem internacional, a lista aumenta:

Ou seja, se você vai realizar a sua primeira viagem a negócios ou pretende participar de uma em breve, precisa entender todas as particularidades da viagem corporativa e qual o seu papel ao representar a empresa em que trabalha. Confira o próximo tópico.

Objetivos de uma viagem de negócios

As viagens corporativas são utilizadas para o crescimento da empresa. Como mencionado anteriormente, geralmente elas buscam novos projetos, contratos, clientes e fornecedores, destaque no mercado e capacitação profissional. Mas, além disso, cada iniciativa tem um objetivo específico e outros objetivos secundários.

Para conhecê-los melhor é preciso, primeiramente, entender a política de viagens da empresa e qual o propósito da viagem. Normalmente é realizada uma reunião para esclarecer esses pontos.

Como o colaborador vai representar a instituição e possivelmente será o porta-voz em reuniões, podendo até fechar contratos, ele precisa estar alinhado com os objetivos da empresa. Todas as dúvidas devem ser tiradas nesse momento e, se necessário, realizar um treinamento.

Algumas questões precisam ser respondidas durante essa reunião:

  • Qual o propósito de levar a marca para o destino?
  • Quais são os eventos, reuniões e encontros que o funcionário vai participar?
  • Que fornecedores merecem atenção e quais deles devem ser conquistados?
  • Que dados o representante deve apresentar e que informação deve estar em foco?
  • Que argumentos ele precisa para ganhar o cliente ou assinar o contrato?
  • Como o funcionário deve se portar em possíveis situações constrangedoras?

Esse momento é o que vai definir o briefing da viagem, que deve ser consultado antes, durante e depois da estadia no destino.

Isso vai evitar esquecimentos e possíveis gafes ou equívocos do colaborador. Além disso, deixar a estratégia clara a torna mais fácil de ser alcançada, gerando motivação e autoconfiança.

Se a empresa definir uma meta, o funcionário precisa sentir-se seguro, reconhecido e respaldado. O encorajamento empresarial é convertido em um profissional motivado e capacitado para alcançar as metas estabelecidas. E com isso, todos saem ganhando.

O planejamento é o passo inicial para garantir bons resultados. Mas além da parte ideológica, existe a prática. Essa é a etapa que faz tudo funcionar. Reunimos alguns itens importantes que você precisa dominar na sua viagem de negócios. Confira!

Visita a clientes e fornecedores

Objetividade e dinamismo são as palavras-chave quando se visita clientes e fornecedores. Sabendo que o tempo é a moda mais cara do mundo, essas duas características são imprescindíveis, principalmente quando essa visita acontece em meio a uma viagem de negócios. Para ser mais efetivo nesse encontro, esteja próximo ao cliente — no sentido de mostrar que vocês estão no mesmo time — na hora da abordagem.

Procure conhecer o horário de preferência do seu cliente e fuja dos horários de pico antes de agendar a visita. Leve todos os documentos que precisar e tenha sempre um plano B, caso algo saia diferente do planejado.

Tenha paciência para ouvir o que o cliente ou fornecedor tem a dizer e esteja preparado para críticas. Ofereça algo de valor e conquiste sua meta com naturalidade. Lembre-se: ser autoconfiante não é ter o ego inflado.

Reuniões em empresas

Representar uma marca em uma reunião é uma grande responsabilidade. Algumas características pessoais são fundamentais e devem ser reforçadas.

A primeira delas é a comunicação. Saber ouvir, entender o outro e dialogar em nome da instituição em que trabalha diz muito sobre o seu profissionalismo.

Mas além de saber se comunicar, você precisa saber o que dizer. Então estude bem o briefing da viagem de negócios para sentir-se seguro durante a sua apresentação. Mantenha-se persistente e paciente mesmo quando sentir um retorno negativo, porque realmente é difícil fechar um negócio logo na primeira visita.

Fortaleça o seu repertório, pois podem surgir muitas dúvidas, objeções e opiniões divergentes. E é você quem vai ter que conciliar tudo isso.

Reserve um tempo para esses questionamentos e se mostre disponível para novas reuniões. Dê um tempo para que a empresa possa tomar suas decisões e prepare contrapropostas se necessário.

Para sentir-se mais confiante, faça um checklist antes de marcar uma reunião.

1. Organização

  • tenha em mãos todos os documentos e dados importantes;
  • estabeleça um horário para início e término da reunião e seja pontual;
  • elabore uma pauta definida e envie para os participantes com antecedência;
  • utilize recursos didáticos e tecnológicos, mas não dependa deles;
  • use gatilhos mentais a seu favor: novidade, escassez, urgência e prova social;
  • crie um plano de ação viável e fácil de ser implementado;
  • crie uma ata e envie para os participantes logo após a reunião.

2. Conhecimento de marca

Sabe aquela clássica frase “como vou vender algo que não conheço”? Ela é real. Você precisa conhecer bem a sua marca antes de falar sobre ela.

Se for apresentar um produto, você precisa testá-lo e reconhecer seus pontos positivos e negativos. Você vai ouvir diferentes perguntas, então quanto mais souber sobre a marca que representa, melhor.

3. Conhecimento da concorrência

É importante estar atento às novidades do mercado e às iniciativas de seus concorrentes. Não por rivalidade, mas por domínio de variadas técnicas. Empreendedores e startups possuem um profissional ou departamento voltado para encontrar defeitos na própria empresa.

Isto é, antes que a concorrência entregue algo que a sua marca deixou a desejar, você já sabe quais as deficiências do seu serviço e trabalha para que elas sejam resolvidas. Essa postura traz um diferencial na sua argumentação.

Se a sua empresa oferece um produto incrível, você não precisa lutar diretamente contra os seus concorrentes, mas sim desenvolver um processo observador e crítico do seu próprio negócio.

Com todo esse repertório, seu poder de convencimento e influência será bem maior.

4. Conhecimento do cliente

No mercado moderno, não pensamos mais em uma parcela da população (público-alvo), mas apostamos na sua segmentação (personas). Faça pesquisas e use os dados a seu favor. Mapeie as necessidades do seu cliente, suas preferências e as tendências de mercado (concorrência). Com isso, você terá um perfil pronto para ser trabalhado.

E com base no que foi apurado, monte um perfil e apresente soluções criativas. O cliente vai perceber que está sendo valorizado e terá curiosidade em ouvir o que você tem a dizer.

3. Desenvolvimento profissional e congressos

As viagens de negócios também visam o crescimento e desenvolvimento profissional de seus colaboradores. Durante o deslocamento, aproveite para ler um livro sobre a sua área e aproveite ao máximo os insights obtidos em conversas, palestras e congressos.

Você também pode ampliar o seu repertório, informando-se de assuntos secundários que não tenham ligação direta com a sua área. A combinação desses elementos aliada à criatividade é bastante positiva.

Não guarde o conhecimento apenas para você, mature-o. Faça a masterização dessas ideias e transforme-as em soluções criativas para aplicar no seu trabalho. Teste hipóteses, construa protótipos e aplique o seu conhecimento de forma a tornar valioso algo que foi transmitido anteriormente.

4. Marketing e promoção de produtos e serviços

Estar atualizado com as novas estratégias de marketing é a ferramenta fundamental para ter bons resultados e, consequentemente, o sucesso. Já ouviu falar em Inbound Marketing e Marketing de Conteúdo? Se sim, você está no caminho certo. Se não, você precisa atualizar os seus conhecimentos.

Existem diversos livros, cursos e eventos sobre esse tema no Brasil e no exterior. Quem domina o inglês sai ganhando, pois as novidades da área são lançadas no idioma e só depois de alguns meses é que são traduzidas para as demais línguas.

E o fato de dominar o idioma universal dá o poder da escolha, ou seja, você não vai precisar de alguém ou de uma editora para fazer uma curadoria para você.

Isso não quer dizer que você não precisa de referências, pois elas são muito positivas. Mas indica que você terá mais liberdade para selecionar e entender os assuntos de seu interesse. E por falar em referências, você já conhece a Inteligência Rock Content? Lá você encontra dados, estatísticas, pesquisas e informações sobre marketing e vendas.

5. Avaliação de novos projetos

Quando você está ativo no mercado, percebe a rapidez e eficiência em que novos projetos surgem. E isso colabora para que o seu espírito empreendedor aqueça e o impulsione a buscar algo semelhante.

Não a ideia em si, mas a inovação, a criatividade, a busca por fazer acontecer. Essa paixão pelo trabalho e por construir algo de valor é o que move os grandes empreendedores, e não o sucesso. Ele será apenas a consequência de um bom trabalho.

Você também não precisa envolver-se com um projeto apenas para cumprir uma tabela, para dar uma satisfação de empenho ao seu chefe ou aos seus colegas.

Portanto, antes de mergulhar em algo novo, você precisa fazer uma avaliação. E isso vale para o todo, sendo a ideia sua ou não. O espírito crítico, a autoavaliação e o filtro de interesse devem estar ativos.

Investigação, masterização e entrega

A primeira coisa que você deve observar é o problema. É preciso ter clareza do problema. Isso significa que existe uma dor e que ela precisa ser solucionada. Você não pode apaixonar-se por uma ideia, e sim pelo problema.

Pois a ideia pode ficar ultrapassada, mas se você deseja enfrentar o problema na essência, vai estar motivado o suficiente não só por atender a essa questão como também vai encontrar as melhores soluções.

Algumas perguntas podem ajudar a mapear a estruturação desse problema. O que precisa ser solucionado? Que parte da população sofre desse problema e com que frequência? Já existem outras iniciativas que buscam resolver essa dor? Elas são eficientes? O que você tem de diferente para oferecer às pessoas que estão com esse problema?

Essas perguntas apontam para uma figura essencial: o cliente. É o que defende Raphael (Raffi) Amit, professor de administração da Wharton-CERT Business Plan Competition. Autoridade no assunto, ele sugere que o cliente é a fonte mais promissora de ideias de novos negócios.

Para avaliar se um projeto é promissor, veja se ele busca entender o desejo dos clientes: qual é a deficiência que eles precisam de solução, onde eles querem que exista um produto ou serviço, como querem que esse produto ou serviço seja fornecido, quando querem recebê-lo e por qual preço.

Existem diversas formas de avaliar novos projetos, mas essa é uma das mais importantes.

6. Reforço de laços com clientes

Por mais que seja uma relação profissional, com fins comerciais, a ligação entre empresa e cliente não precisa ser exclusivamente técnica. Pelo contrário, ela deve ser próxima e verdadeira. Essa preocupação é válida para o meio digital e presencial. Mas como alcançar essa proximidade sem falhar ou forçar a barra?

Primeiro você precisa entender que não deve focar apenas em um produto ou serviço. Trabalhe de forma contínua para manter a fidelidade e admiração do cliente.

As estratégias de Customer Relationship Management (CRM) são bastantes benéficas nesse sentido. O nome em inglês é um termo que significa marketing de relacionamento. Ou seja, uma área dedicada a aproximar o cliente, criando canais permanentes de comunicação personalizada.

Cultivar clientes

Essa não é uma medida pontual, e sim uma relação de longo prazo que visa benefícios mútuos. É preciso identificar as necessidades e desejos do cliente e trabalhar para que elas sejam supridas. Quando o cliente percebe uma oferta de qualidade, dificilmente ele abandonará a marca. A Harvard Business Review publicou um artigo que explica bem como cultivar clientes.

Basta observar o CRM de grandes empresas como IBM, Netflix, Outback e Spotify para perceber o quanto esse relacionamento é transformador. Consumidores tornam-se fãs. Em alguns casos, passam a agir como discipuladores do seu produto ou serviço. Quando você enxerga o sucesso do seu cliente como recompensa do seu trabalho, tudo se torna mais fácil.

Portanto, quando estiver em uma viagem de negócios, durante os encontros presenciais, reforce os laços com os seus clientes, como já é feito no meio virtual.

Mas lembre-se que essa é a oportunidade de oferecer algo a mais, então crie momentos para despertar experiências únicas e inesquecíveis. Veja alguns métodos de conseguir isso:

  • esteja próximo para compreender o problema;
  • tenha foco na experiência completa (invista em UX — experiência do usuário);
  • use a tecnologia para reduzir processos burocráticos;
  • venda algo necessário e de valor;
  • personalize o serviço;
  • reconheça as oportunidades;
  • assuma a responsabilidade pelos resultados conquistados;
  • revise suas estratégias com frequência.

7. Reforço da lealdade de empregados com o negócio

Conquistar o cliente é um grande avanço, mas isso não é possível se você não tiver um bom time. E não pense apenas no recrutamento de funcionários, o engajamento da equipe deve ser constante.

Para que isso aconteça, é preciso conquistar seus funcionários também. Crie momentos e estratégias para que eles se sintam acolhidos e motivados pela cultura da empresa.

A opinião do funcionário é muito importante, porque ele consegue ver o funcionamento interno e o alcance externo.

Escute o que eles têm a dizer, seja positivo ou negativo. Faça com que eles participem das decisões e se sintam donos da empresa. Essa visão, alinhada com os princípios do seu negócio, vai resultar em empregados leais, disseminadores da política da empresa, recomendando seus produtos e serviços para amigos e conhecidos.

Uma forma de adotar uma postura mais próxima dos colaboradores é refletindo sobre o papel da empresa. O que você faz pelo funcionário além de pagar o seu salário? Quais são os benefícios culturais que você proporciona para que ele se mantenha atualizado com as tendências de mercado? Qual a porcentagem de clientes alcançados diretamente com o bom atendimento da sua equipe? Quais são os treinamentos que você realiza com o time e com que frequência? Como é a participação dos funcionários nos resultados das metas?

8. Construção de novas parcerias

Uma viagem permite mobilidade e proximidade de agências, empresas e fornecedores. É uma oportunidade de conhecer de perto o trabalho de uma startup de sucesso, visitar uma grande multinacional, assistir palestras de empreendedores renomados e encontrar pessoas com a mesma visão de crescimento que você tem.

Esteja atento aos seus colegas presentes em congressos, eventos corporativos e reuniões. Talvez o produto que você precisa para fechar o planejamento estratégico de um cliente esteja do seu lado, representado por um funcionário que também está viajando a trabalho. Portanto, tenha o seu cartão de visitas em mãos, faça contatos, escute o que os outros têm a dizer e faça conexões positivas para o mercado.

Aprender com os erros também é importante. Então não foque apenas em cases de sucesso, mas esteja atento a situações como reposicionamento de marca, empresas que estão em crise mas que buscam soluções para sair dela e empreendedores que também mostram suas dificuldades. Essa troca é muito valiosa e você pode aprender bastante.

Conheça outros projetos e visualize aqueles que poderiam acrescentar no seu plano de negócios. Troque contatos e agende visitas. Quem sabe o fruto dessa viagem não seja uma parceria de sucesso? Mesmo que esse não seja o propósito, é totalmente possível de acontecer.

9. Networking

Essa é uma das palavras mais conhecidas no mundo corporativo. Afinal de contas, ninguém trabalha sozinho. É preciso ter uma boa rede de contatos para o crescimento do seu negócio.

Mas isso não é algo que acontece da noite pro dia, é preciso construir uma relação de confiança, o que requer tempo. Uma boa forma de iniciar esse processo é estabelecendo conexões com possíveis clientes e parceiros. As viagens de negócios são exemplo disso.

Peça panfletos, cartões de visitas e converse com pessoas que também viajam com esse objetivo. Mesmo que não visualize uma relação direta entre o que ela tem a oferecer e a sua área de atuação, converse e entenda suas deficiências e benefícios.

Mais a frente, algo do que foi dito pode ser uma demanda ou dificuldade do seu serviço. Consultar essa pessoa no futuro, com a lembrança do encontro anterior, gera mais credibilidade profissional.

E assim como você pode buscar isso, outros empreendedores podem buscar os seus produtos e serviços. Assim, você se torna referência e gera receita para o seu negócio. Ou seja, das duas formas você sai ganhando.

E lembre-se: quem não se expõe, não se conecta. Não tenha medo de receber um não, vá à luta e dê o seu melhor sempre.

10. Identificação de tendências e novos mercados

Reciclar-se é uma das medidas mais importantes para quem deseja destacar-se no mercado.

Aproveite a oportunidade de estar fora da estrutura física de trabalho e amplie o seu olhar. Identifique tendências e novos mercados, relacionando-os com a sua área de atuação. Aplique aquilo que se adequa ao seu propósito e crie novas possibilidades.

A preparação para a viagem

Para aumentar a sua produtividade durante a viagem, programe-se e adote comportamentos que vão colaborar para uma boa experiência:

Dicas e boas práticas

Você viu ao longo desse texto que para alcançar o sucesso, é preciso muita pesquisa, dedicação e trabalho. Com objetivos previamente determinados e posteriormente conquistados, a felicidade de alcançar os melhores resultados será inevitável.

Seguindo as orientações desse texto, sua viagem de negócios será produtiva e exemplar. Potencialize essa experiência com engajamento e fortaleça a sua postura profissional, destacando-se ainda mais no mercado.

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