O frescor do ar puro toca a face, desperta, dá vontade de respirar fundo. Araucárias, canteiros floridos e a paisagem visivelmente limpa e bem cuidada, esse é o primeiro visual que o viajante vislumbra quando chega a Curitiba (PR). Logo ao sair do aeroporto, há cerca de 20 minutos, chega-se ao coração da cidade. Em pouco tempo se percebe porque a capital do Paraná é referência em qualidade de vida no país.

Das Araucárias, árvore nativa da região Sul do Brasil, também conhecida como pinheiro do Paraná surgiu seu nome: Curis (muito, amontoamento) e Tiba (pinhão). A cidade faz jus ao nome de batismo e não é só farta em pinhão e araucárias, mas também em gastronomia, belezas naturais e obras arrojadas. São mais de 30 parques na cidade, além de bosques e praças que preservam o clima de harmonia em plena metrópole.

Curitiba
Curitiba – Foto: Visitors Bureau

O xodó de Curitiba é o Jardim Botânico. Em sua estrutura de metal e vidros, que mais parece uma estufa em forma de castelo, florescem orquídeas, bromélias, begônias dentre outras flores das mais variadas espécies e cores. No espaço do jardim, existe ainda uma floresta natural de araucárias, ótimo lugar para caminhadas e fotografias.

Outro ponto vibrante é o museu Oscar Niemayer que mais parece um organismo vivo com sua forma escultural que faz lembrar o “olho” atento de todo turista que por lá passa e não deixa passar nada despercebido. O lugar abriga ideias, pensamentos, criações e inquietações na forma de obras de arte.

No centro de Curitiba, aos domingos, ficam as feiras de artesanatos onde seus artistas expõem seus quadros, esculturas, bordados e outros mimos que fazem lembrar o gracejo da cidade. Todos eles têm um ponto em comum: o capricho, herança dos imigrantes que lá chegaram e permaneceram.

Para conhecer mais de perto essa mistura de cultura proveniente de etnias dos quatro cantos do mundo, há um ônibus de dois andares da Linha de Turismo que circula pelos principais pontos turísticos da cidade, dentre eles o bairro Santa Felicidade, importante reduto gastronômico com grande quantidade de restaurantes de cozinha italiana além de vinícolas e lojas de artesanato.

Para quem quer ser feliz, nada melhor que uma paradinha para degustar as delícias dos restaurantes desse bairro que leva o nome de Santa Felicidade, em homenagem a uma antiga proprietária de terras da região no século XIX, a portuguesa Felicidade Borges. O bairro, tradicional região de italianos, tem mais de 30 restaurantes ricos em cardápios como caldeiradas, massas, doces e outras iguarias e condimentos. Não poderiam faltar também, os pratos à base de pinhão, fruto da árvore que originou o nome da cidade.

Quando o visitante se despedir de Curitiba, poderá dizer que essa sim foi uma viagem bem vivida.

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